Espírito esportivo

Das memórias mais vivas. Copa de 82, o jogo fatídico contra Paolo Rossi – que era toda a Itália para uma criança de 6 anos. Meus pais receberam amigos em casa, os filhos todos uniformizados com o manto da Seleção – na época, todos nos consideravam assim. Raras vezes assistíamos às partidas inteiras – nós, as crianças – porque não aguentávamos esperar para ser. Saíamos correndo pra fora de casa imitar os jogadores, fazer os gols, sermos campeões. Até Paolo Rossi fazer o que fez. Odiei Waldir Peres por toda minha vida e, até hoje, quando assisto à um frango, não importa de que time seja, é dele que me lembro. Continue lendo

A Luz dos olhos teus (conto)

O quarto banhado de sol, a persiana ficara aberta. O celular zuniu, despertando Aline. “Deve estar chovendo”, pensava sem pensar, procurando as pantufas de girafa.

Em dois passos estava à janela, o cheiro da manhã evaporando das roseiras do quintal. “Eclipse? Tanto assim?”. Na parede, o interruptor de luz: nada. Correu ao banheiro, tropeçando em tudo, quantas coisas fora do lugar. Continue lendo