Categoria: Carreira

Masterchef e o amor que transforma a vida

Cozinhar é definitivamente uma arte. Para nossa sorte, recentemente vemos uma avalanche de novos artistas. Juro, se pudesse gastaria bem mais com minha alimentação. Como não posso, me resta imitar um cachorro na vitrine de uma churrascaria. Porém, nessa busca por saciar minha curiosidade gourmet, minha noiva me apresentou o Masterchef. Foi amor ao primeiro prato!

Como você deve saber, o programa é um reality show em que todo episódio um cozinheiro é eliminado. Ao final resta apenas um. Porém, depois de acompanhar umas três edições, parei de me preocupar com quem venceria. Tinha algo mais interessante e que sempre passava em branco: o depoimento dos perdedores.

Se deixarmos de lado as frases motivacionais da Ana Paula Padrão, veremos que há uma pergunta muito interessante que ela sempre faz na entrevista final:

O que você vai fazer a partir de agora?

Abaixo segue a reposta de seis competidores do último programa. Como bom psicólogo, volto em seguida para analisarmos tudo isso.

Percebe que todas respostas têm algo em comum? Apesar de serem sete pessoas diferentes, a conclusão que tiveram traz a mesma marca da vontade de seguir em frente, da mudança de vida de ter conquistado algo que não querem mais perder. Todos ali foram impactados pela experiência e nada será como antes. Isso se dá por uma questão até óbvia:

Fazer o que ama transforma a vida.

O que precisamos entender é que amar é muito diferente de gostar. Gostamos de milhares de coisas, mas amamos poucas. Porque o amor é uma escolha. Amar exige dedicação, esforço, persistência e principalmente vontade para manter essa decisão. O que os motivou não foi apenas um interesse morno pela cozinha, algo que faziam quando não tinha mais nada a fazer. Foi amor!

Note, todos esses competidores têm suas histórias entrelaçadas por panelas, receitas, esforço e comida. A experiência do programas apenas deu lhes deu a chance de colocar isso em prática. Botaram o amor à prova.

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Vendo essas histórias é impossível não pensarmos em nós. Quando ouvimos relatos de experiência que mudaram a vida, em nosso peito também vem esse desejo (não vai negar agora que sente o mesmo, né?). É nessas horas que ouvimos aquela voz interior nos questionar:

O que eu amo e pode mudar minha vida?

Você consegue responder essa pergunta? É complicado, porque dizemos muitas vezes amar mas não nos dedicamos a esse amor. Então, que amor é esse afinal?

Aqui nos Náufragos falamos muito sobre sentido da vida e vocação, porque resolver isso é a tarefa mais importante que você tem. E todo o seu caminho começa em saber o que você ama. 

Nada do que eu disse aqui é muita novidade. Erramos de rota diversas vezes, esquecemos nossa identidade, nos perdemos em distrações.

Tenho certeza que você já teve a nítida impressão de que gasta seu tempo com a coisa errada.

Muito desse sentimento que você continua carregando no peito vem do medo de errar. Medo que todos os competidores tiveram, medo que paralisa e faz com que seu sonho não passe de uma ilusão.

Mas aqui também a experiência dos nossos chefs nos ajuda. Nas respostas que deram, há mais uma frase que se repete:

Eu nunca imaginei que fosse tão longe

Quando vencemos o medo, encaramos o desafio e buscamos fazer o que queremos, sempre – sempre mesmo – vamos mais longe do que imaginamos. (E veja que essa é a declaração dos perdedores, hein!) Entenda de uma vez por todas: nosso mundo mental é muito limitado, nossa imaginação é curta, somos mais capazes do que achamos ser.

Então, como diria o Valter, vai atrás, corre e realiza. Ficar com a bunda no sofá não resolve porcaria nenhuma! Não espere criarem um programa com aquilo que você ama. Bote seu amor à prova e verá que ele ainda te levará bem longe.

3 motivos para você começar a estudar a imaginação hoje mesmo

Aqui nos Náufragos nós falamos bastante de imaginação.

O tema já foi explorado até em um podcast sobre o novo filme dos Vingadores!

Muita gente torce o nariz quando tocamos no assunto. Por que diabos eu preciso me preocupar com a minha imaginação? Do que esses caras estão falando?

Se esse é o seu caso, este artigo é para você.

Você pode não perceber na maior parte do tempo, mas é só prestar atenção na sua imaginação para constatar quão importante ela é na sua vida e como é fundamental aprender a desenvolvê-la. Eis 3 motivos para tanto:

 

1) A imaginação é essencial para o planejamento do seu futuro

Você faz planos pro seu fim-de-semana ou é do tipo que espera os outros programarem ou convidarem para algo?

Seja como for, perceba como é pela imaginação que você pode e deveria começar a planejar seu futuro, desde o mais próximo fim-de-semana até muito depois da aposentadoria.

 

2) Com a imaginação você define seus sonhos e vence seus medos

O que você mais deseja na vida? Quais são seus sonhos? E o que você mais teme? Quais são seus medos?

Seja qual for a resposta a essas perguntas, saiba que é só a imaginação que pode transformar desejos em sonhos e mover sua vontade para ir atrás de realizá-los.

Quando isso não acontece, a imaginação joga contra, transformando seus medos em algo intransponível, fazendo com que você só viva buscando segurança e mais nada.

 

3) A imaginação te ajuda a encontrar sentido na vida

Você não faz a menor ideia do que quer para sua vida?

Sente-se meio perdido, sem rumo, deixando a vida te levar? Mas gostaria de achar um caminho, dar um sentido maior à sua vida?

Pois, então, sabe por onde você tem de começar?

Sim, também pela imaginação.

É como voltar à infância e se fazer a pergunta que alguém deve ter feito para você quando criança: “o que você quer ser quando crescer?”

Pode não dar mais para querer ser jogador de futebol ou atriz de TV, mas dá para imaginar ser alguém melhor do que você está sendo agora.

 

E como eu posso começar a melhorar a minha imaginação?

O tema é tão importante que o nosso professor Francisco Escorsim criou um curso só para tratar do desenvolvimento da imaginação. Ainda não conhece? Clique aqui e dê uma olhada no nosso vídeo de apresentação!

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Maturidade #2 – postura diante da vida

Segunda Guerra Mundial, trincheira do exército inglês.

A chuva já assolava a região há tempos, poças e alagamentos são um cenário comuns por aqui. Mesmo assim, hoje, o inimigo resolveu acordar cedo: desde o raiar do dia até agora, meio da tarde, os tiros e explosões podem ser escutadas há quilômetros de distância. Se olharmos bem para o buraco do lado inglês, veremos dois capacetes verdes: um é Joseph, o outro é Henry.

No meio da confusão, estilhaços e tempestade, esses dois soldados – de tempos em tempos – se viram para o outro lado e descarregam parte do seu arsenal.

Ao se esconder com as costas no barranco, Joseph grita e gesticula. Henry, por sua vez, após atirar, costuma voltar-se,  abaixar a cabeça e fechar os olhos. Segurando seu rifle com toda a força, parece estar concentrando suas energias para a próxima investida.

Para o olhar desatento os dois parecem fazer o seu dever, cada um à sua maneira. Porém, o que ninguém percebe é o grande abismo que os separa. Joseph, desde o recrutamento, é o arquétipo do soldado: sempre treinou com intensidade, tem interesse pelo equipamento, se aprimorou nos finais de semana em um curso sobre tática de guerra e além disso, nunca reclamou de gastar seus dias no exército. É o nosso dever defender o país, sempre disse ele. Já Henry…

Rapaz tímido e fechado, foi convocado e aos prantos, quase e arrastado, foi para o exército. Impressionável desde criança, a primeira vez que ouviu um grito de seu superior deu um pulo tanto grande que até hoje é chamar de “Jumper”. De noite, quando os soldados se reúnem, é comum escutar ele se lamentar sobre a Guerra, dizer que tudo isso é em vão, e que todos deveriam pensar mais no amor do que na guerra. Os companheiros nem dão mais bola: todo pelotão tem algum pacifista arrependido que sempre acaba sendo afastado por um colapso nervoso.

Pior, esse é exatamente o caso aqui.

Hoje, um pouco antes de raiar o dia, Joseph e Henry foram dois dos escalados para cuidarem da primeira trincheira. Como é de se esperar, o segundo quase entrou em desespero, enquanto o primeiro foi estudar mapas do local e fumar tranquilamente seu Lucky Strike sem filtro. Enquanto se dirigiam para seu posto, Henry estava tão nervoso que ensopou a camisa antes mesmo de chega na chuva.

Foi só depois da terceira tentativa de abater um nazista que Joseph se deu conta do que acontecia ao seu lado.

– Que que tá acontecendo? Ei, você tá bem? Que porra é essa?

– Tô sim.. Tá tudo bem…

Joseph se vira novamente, acerta a perna de um inimigo, se protege, dá ordens para o outro soldado e então de novo volta-se para o companheiro. 

– Você tá branco e tremendo, cacete! Isso não é normal! 

– Vai passar, vai passar, vai passar… – disse Henry fechando os olhos

O que ele ouviu na sequência foi apenas a voz de Joseph ao longe gritando por um enfermeiro. O corpo amoleceu, tudo ficou preto e ele sentiu ser carregado. O jovem só se deu por si quando estava na enfermaria e escutou a enfermeira chefe dizer: acordou, bela adormecida?

Para continuar falando sobre o tema da semana passada, preciso antes fazer uma simples pergunta:

Se estivesse naquela trincheira, qual soldado você escolheria para estar ao seu lado?

A maturidade, além de ser um caminho sem volta, não funciona como a maioria das nossas conquistas modernas: você se esforça, passa por algumas provas e então ganha um atestado ou diploma que comprova a sua vitória.

A maturidade é uma postura diante da vida.

Quando falamos em amadurecer, você já deve saber, não existe uma grade curricular básica para cumprir. Amadurecer é assumir uma postura responsável diante da vida e evitar a todo custo ceder ou desanimar.

Mas como faço isso?, você pode perguntar. Eu e o Chico, quase que diariamente, damos o mesmo conselho nesse quesito. E repito aqui:

Faça tudo bem feito.

Muitos nos escutam e viram a cara, pois parece um comportamento muito básico para resolver um problema tão grande, mas é bem aqui que mora o perigo! Fazer o máximo para que tudo seja bem feito é o primeiro passo para assumir uma postura responsável diante da vida, logo, é o início da maturidade.

Em outras palavras, soldado, missão dada é missão cumprida!

Hoje mesmo falava sobre isso com um paciente e lembrei dos milhares de filmes de luta ou de guerra que já assisti. Em especial me veio à memória o Karatê Kid! Lembram da cena em que o Senhor Miyagi ensina o jovem a lavar o carro? Nós assistimos àquela cena e pensamos: Nossa, que interessante, ele está ensinando técnicas de luta de uma forma diferente! Ele está preparando o menino para a luta e o rapaz nem percebe! Tenho certeza também que ao assistir o filme você queria que Daniel treinasse direitinho para vencer a grande batalha final.

O mesmo ocorre com você!

Quando digo que você deve fazer tudo bem feito é porque a vida também exige preparação, concentração e treino para várias batalhas que ainda virão. E como você vai ser portar diante disso: como uma criança birrenta que chora a cada bronca do treinador ou como um lutador que assume seu papel e treina como se não houvesse amanhã?

Claro, infelizmente nossa vida não é um filme hollywoodiano dos anos 80 em que o roteiro é tão previsível que você já sabe o que vai acontecer no final. Mas independente disso, você precisa assumir o seu lugar no mundo – no aqui e agora – e fazer o que você deve fazer.

E o mais interessante disso tudo é compararmos tudo isso que eu disse com o discurso moderno de felicidade. Você, querendo ou não, já deve ter entrado em contato com qualquer um desses empreendedores de palco que te motivam à conquistar seu milhão ou então certas vertentes religiosas que se dizem cristãs mas acreditam que toda graça divina só vem em forma de cédulas.

Eles sempre colocam como objetivo de seus esforços a conquista financeira, ou seja, você só é um vencedor e ganhou a vida caso tenha ficado rico. Aqui os discursos de chocam:

Maturidade não tem relação nenhuma com sucesso, poder ou dinheiro.

Como reforcei algumas vezes aqui: maturidade é um postura diante da vida. Em nenhum momento eu disse conquista financeira ou felicidade conjugal. Sabe por quê? Porque esses objetivos podem ser conquistados por pessoas maduras ou imaturas. Vai me dizer que nunca conheceu um rico famoso completamente imaturo, né? Ou então uma pessoa extremamente pobre mas com uma sabedoria e maturidade imensa?

A maturidade te ajuda a lidar com as dificuldade e desafios da sua vida mas não garante nada!

Para concluir, voltemos ao exemplo dos nossos dois soldados. Agora acredito que ficou até mais fácil responder àquela primeira pergunta. Afinal de contas, ninguém quer um Henry dividindo o front na batalha da vida, não é mesmo? E mesmo sabendo que as chances de Joseph morrer são bem maiores que as dos colega medroso, ainda assim ficamos com ele. Sabe porquê?

É melhor morrer cumprindo seu dever com coragem que viver acuado como um convarde. Pois o caminho da maturidade é em todas as circunstâncias a melhor opção.

Semana que vem falamos mais sobre esse tema!

Até breve, soldados!

    

    

  

Poscast #2 – Black Friday e Stranger Things 2

Já está no ar o nosso segundo podcast.

Dessa vez, além de falarmos sobre a nossa Black Friday, também comentamos o seriado Stranger Things – principalmente a segunda temporada. 

Sabe qual a relação desse seriado com o tema da maturidade, sentido da vida e sacrifício?

Clique na imagem abaixo, escute nosso programa e descubra! 

https://soundcloud.com/osnaufragospodcast/podcast-2

Lembrando que toda sexta tem um podcast novo.

E caso queira tirar alguma dúvida, enviar alguma sugestão de tema ou pedir uma ajuda, escreva para: podcast@osnaufragos.com.br

Dê o play e divirta-se! 

Até sexta que vem, abraço. 

Você não tem tempo para nada?

Você não tem tempo para nada, eu sei. O que você gostaria de fazer não cabe no seu dia. É o emprego que consome as energias ou os estudos que te impedem de fazer mais ou a família que toma seu tempo livre. Afazeres demais, compromissos diários, hábitos difíceis de mudar, cansaço, irritação, stress. E a vida parece que passa como um trem que nunca pára para você entrar.

Enfim, desculpas e justificativas não faltam para a aparente falta de tempo. E assim seus projetos e sonhos vão ficando para depois. Quem sabe quando você se aposentar? Haverá tempo daí? 

 

Mas não é preciso esperar ter tempo para ter tempo. Sempre há tempo quando queremos. Provavelmente você já deve ter lido e escutado isso zilhões de vezes de algum guru de auto-ajuda. Eles têm razão, ainda que apenas digam o óbvio embalado em discurso motivacional ou pseudo-filosófico.

Bons exemplos disso encontramos nas vidas de artistas. O sujeito que quer ser ator, pintor, escritor, músico, quase sempre sofre para conseguir se realizar trabalhando concomitantemente em outras coisas, muitas vezes vive de bico durante anos, só conseguindo se dedicar à sua arte nos intervalos, que ele tenta otimizar como pode. Vou dar alguns exemplos de escritores.

Ray Bradubry, conhecido autor de ficção científica, como o famoso Farenheit 451, trabalhava onde desse e quando desse. Em suas palavras: “Eu consigo trabalhar em qualquer lugar. Escrevia em quartos e salas-de-estar quando vivia com meus pais e irmãos em uma pequena casa em Los Angeles. Trabalhei na minha máquina de escrever na sala, com o rádio ligado e meus pais e irmãos falando ao mesmo tempo. Mais tarde, quando quis escrever Fahrenheit 451, ia à UCLA (Universidade da California) e encontrei um sótão que era um sala de máquinas-de-escrever em que se você inserisse 10 centavos na máquina você comprava 30 minutos do seu uso.” 

Anthony Trollope, autor inglês de inúmeros romances, trabalhava nos correios. Como ele arranjava tempo para escrever? Acordava às 05h30 da manhã e escrevia até às 08h30, com o relógio na sua frente. Ele exigia de si 250 palavras a cada 15 minutos. Se ele terminasse uma novela antes das 08h30, pegava uma folha em branco e começava outra. Depois das 08h30 passava o dia trabalhando nos correios. Além disso, ele caçava duas vezes por semana. Sob esse regime ele produziu 49 novelas em 35 anos.

Mas você pode estar pensando que nenhum deles teve mulher e filhos para cuidar. Então conheça como era a rotina de Alice Munro, vencedora do Prêmio Nobel de 2013: “Eu tinha filhos pequenos, não tive nenhuma ajuda. Foi na época em que não havia máquinas de lavar-louça, se você consegue acreditar nisso. Não havia como eu conseguir tempo. Não podia olhar adiante e dizer ‘isso vai me levar um ano’, porque pensava que a cada momento algo aconteceria e tomaria todo meu tempo. Então eu escrevia aos pedacinhos com uma expetativa de tempo limitado.” 

E ela ganhou o Prêmio Nobel assim. 

“Ah, mas são artistas, gente diferente, criativa”, sei que você está respondendo algo assim em pensamento. Mas não é isso que os fez realizar algo na vida. Substitua todos e qualquer um por algum vestibulando, concurseiro, estudante que precisa trabalhar para pagar estudos, e veja se não fazem sacrifícios semelhantes ou até maiores para conseguirem o que querem. Ou aqueles que acordam bem cedo ou vão bem tarde para fazerem academia, nadarem, correrem, tudo porque querem estar bem de saúde ou serem “fitness”.

O que explica todos conseguirem tempo para fazer o que querem é justamente possuírem um objetivo claro que realmente desejam alcançar, realizar. É isso que faz com que arranjem tempo quando parece não haver nenhum.

Ou seja, se você é deses que acha que não tem tempo para nada, é hora de parar para pensar na sua vida. Reserve meia-hora, pelo menos – pode ser durante o almoço. E se questione sobre seus objetivos. Será que você tem algum? Se tem, será que você realmente o quer? Dificilmente alguém que responde “sim” a ambas as perguntas tem problemas de inação e nunca culpa a falta de tempo, mas faz o possível para aproveitar o tempo que tem.

Agora, se você respondeu “não” a alguma delas, então, saiba, você poderia ter todo o tempo do mundo que ainda assim não arranjaria tempo para nada. Seu problema não é a falta de tempo, é a falta de objetivos.

E como fazer para ter objetivos? Aí é outro problema que falaremos em outros textos. O que dá para adiantar é o seguinte: se você não tem objetivos ainda, tome como objetivo fazer da melhor maneira possível o que tem para fazer hoje, tenha você escolhido isso ou não. Fazer as coisas bem-feitas já é ser e viver melhor do que reclamar da vida e da falta de tempo.

 

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Receita para encontrar trabalho

No caminho para o estúdio onde gravamos alguns vídeos aqui para o site, lá em São Paulo, chamou minha atenção uma mulher que montou uma padaria na calçada. Parecia jovem, estava sentada e à sua frente uma mesa montada com toalha simples, tendo vários tipos de pães e outras comidas que não consegui identificar, mais três garrafas térmicas (provavelmente café, leite e água quente).

Naquele momento não havia consumidores, ela estava compenetrada com seu celular. Na hora lembrei de uma reportagem recente do UOL sobre desemprego, contando a história de vários desempregados lidando com a situação de forma muito parecida. Dois deles me chamaram mais a atenção.

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A primeira tinha 47 anos e fazia três não conseguia emprego. Sem instrução e com experiência apenas em empregos de faxineira, babá, auxiliar, chorava ao responder as perguntas, por precisar depender dos outros até para comer. Uma fala sua me intrigou: 

“Fico pensando: por que é que eu estou no mundo, então, se eu não posso trabalhar? Não consigo um serviço, tenho que depender dos outros. Você se sente incapaz, esta é a palavra.”

O segundo tinha 24 anos, com mais recursos pessoais do que a primeira, mas com a mesma dificuldade de encontrar emprego e discurso semelhante a respeito disso: “Não era para estar assim. Um país tão rico como o nosso, a gente não vê expectativa de nada para ninguém, para quem é jovem, para quem é idoso. Estão tirando tudo, principalmente do trabalhador. Estão tirando todos os direitos da gente.”

Os demais, acredito, concordariam com ambos. Fiquei imaginando se aquela moça vendendo pão e café na rua pensaria assim também. E cheguei à conclusão que seria impossível. Sim, impossível. Se pensasse, jamais estaria fazendo o que estava fazendo. 

Para aquela moça, não faz o menor sentido se perguntar se ela pode ou não trabalhar, ela simplesmente decidiu trabalhar e pronto. Talvez tenha contado com ajuda, talvez estivesse ajudando alguém naquele momento, mas seja lá quem for que teve a iniciativa de montar aquela padaria na rua, correndo todo tipo de risco, especialmente da prefeitura proibir, decidiu não depender de ninguém e tentar ganhar seu sustento trabalhando como desse e pudesse.

Tampouco creio essa pessoa não veja expectativa. Se não visse, jamais teria se dado o trabalho de montar o que montou. E ainda que estejam tirando todos os “direitos da gente”, ninguém pode tirar sua iniciativa de tentar trabalhar por conta se não há quem lhe dê emprego no momento.

Por que não tentar? Por que não arriscar? E o exemplo da moça serve aqui: nem que seja vendendo cafezinho na rua. Não é preciso talento, estudo, experiência para começar.

E isso não serve apenas para desempregados ou quem não tenha maior qualificação, mas também para todos que se sentem encalhados na vida, sem perspectiva, perdidos por não saber o que fazer ou querer fazer na vida. Para todos que fazem uma faculdade sem qualquer ânimo. Para quem tem um emprego que não lhe dá realização. 

Não importa o muito ou pouco tempo que você tenha para começar algo. Ainda que não tenha tempo algum, aposto algum tempo dentro dessa falta de tempo você tem para imaginar algum negócio, desenhá-lo na sua cabeça, pesquisar meios de colocá-lo em prática. Para tudo isso, basta uma coisa só: iniciativa. A mesma iniciativa daquele moça na calçada vendendo pão e café.

O contrário da iniciativa é o que se vê em todo discurso de fracasso: transferência de responsabilidade, baixa auto-estima, vergonha, revolta e algum anestésico (bebida, novela, videogame etc) para suportar a vida.

Está difícil encontrar um emprego? Por que não se dar um trabalho, então? Qualquer um. Ao menos para começar.

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Este é o motivo de você não ter tempo para nada

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Eu, sinceramente, não conheço uma única pessoa que não sofra com o gerenciamento do próprio tempo.

A impressão que eu tenho é que todos nós andamos com a corda no pescoço: sempre sem tempo algum, para nada, mas quando a oportunidade aparece, gastamos nossas preciosas horas com a primeira besteira que vemos pela frente.

É o caso do sujeito que trabalha a semana inteira e reclama que gostaria de ter uma horinha para ler um livro, mas não consegue. Aí, quando chega o domingo, fica o dia todo no sofá assistindo ao Faustão, que ele nem gosta, sem nem prestar atenção no que está acontecendo, como se estivesse em um estado vegetativo, sem saber explicar o porquê de estar ali.

Se identificou, não é?

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Acontece que, pela minha experiência, a principal variável do gerenciamento de tempo não é o tempo. A principal variável do gerenciamento de tempo é a vontade.

Hoje temos acesso a ferramentas e métodos de aumento de produtividade que sequer poderiam ser imaginados há algumas décadas, mas em geral produzimos muito menos, porque temos muito menos vontade de fazer as coisas.

Quase sempre que vejo alguém com problemas para produzir, executar tarefas, ou progredir com projetos, a dificuldade não está em arranjar tempo, e sim em ter cabeça para aproveitá-lo bem.

Quantas coisas podemos fazer em uma hora bem aproveitada, não é mesmo?

A grande dificuldade, porém, é ter, simultaneamente, tempo e motivação.

A motivação pode vir de dentro ou de fora. No trabalho, por exemplo, ela pode ser representada pelo seu chefe te cobrando um relatório. Na faculdade, pode ser aquela prova que vai te obrigar a estudar, querendo ou não.

Mas e quando você está em casa, sem ninguém para te obrigar a nada, dependendo apenas de si e da própria vontade?

A vontade de fazer alguma coisa sem ter tempo, gera tristeza. Ter tempo para fazer suas coisas, apenas para vê-lo passar diante de seus olhos enquanto você não tem motivação para fazer o que quer, é angustiante.

Eu não tinha ideia alguma do porquê disso tudo acontecer comigo e com as pessoas ao meu redor. Quando assisti ao curso do Jota, o Buscando o Sentido da Vida, esse assunto se esclareceu um pouco na minha cabeça.

Na aula 2 do segundo módulo do curso, o Jota diz que a sua consciência espera que você tenha continuidade e coerência, ou seja, normalmente ficamos com peso na consciência quando deixamos de fazer alguma coisa que faz muito sentido pra gente, ou quando fazemos alguma coisa que é muito incoerente conosco.

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Acontece que a maioria das pessoas não sabe o que quer, não sabe do que gosta. Não encontrou uma vocação, não encontrou um sentido para a própria vida, não tem um norte que o motive e, quando tem, está fazendo algo incompatível com o que ama.

É muito difícil balancear o que nós temos que fazer com o que nós queremos fazer, não?

Nessas horas, a seguinte frase do Viktor Frankl faz muito sentido:

“Desespero é o sofrimento sem sentido.”


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Por que me sinto paralisado na vida?

Todo mundo que dirige carro sabe como é quando se está aprendendo. Lembro que meu pai se irritava comigo porque para cada coisa que ele dizia para fazer eu precisava pensar enquanto fazia. Ele ficava puto porque para ele aquilo era intuitivo fazia uns 20 anos, não era preciso pensar, nem sabia mais pensar nisso, não saberia explicar por que seria assim ou assado. Como não pensamos nas pernas quando caminhamos.

Mas quando estamos aprendendo, ainda não é assim, e temos de fazer devagar, pensando, avaliando, tentando conter o temor e a insegurança.

Uma das coisas que meu pai ensinou sobre dirigir carros tem a ver com isso. Ele disse mais ou menos assim: “Se o sinal ficar amarelo e você está quase nele, não dá tempo de pensar: ou acelera e passa antes de vermelhar ou freia já e espera abrir de novo. Nunca avance desacelerando porque é aí que você nem vai nem fica e acaba atravessando no vermelho e a merda está feita”.

Aí fiquei pensando se isso não vale para a vida. O que fazer quando o sinal amarelo “acende”? Avançar com decisão, frear para avançar depois ou deixar como está para ver como é que fica?

Acho que o primeiro sinal amarelo que recebi da vida foi aos 17 anos, quando terminava o terceirão. Um dia chamaram na escola para ir falar com o psicólogo e fazer um teste vocacional para ajudar na escolha do curso universitário. Ali paralisei diante da cobrança de uma decisão de vida que eu não estava preparado nem queria fazer.

Ou seja, não sabia para onde ir.

Mas não freei para avançar depois de descobrir isso, nem avancei de fato, apenas deixei a vida seguir enquanto me ocupava de outras coisas. Resultado? Fui adiante por uns 15 anos nessa toada. Até não conseguir mais me enganar que eu sabia o que estava fazendo e tive de assumir que, desde aquele dia aos 17 anos, eu vinha vivendo sem rumo, sem sentido.

Era como se eu nunca tivesse saído do lugar, daquele ponto, daquela idade, daquele dia. Precisava frear, retornar por onde vim, reconhecer o itinerário da minha vida até ali para descobrir para onde ela estava me levando e, enfim, decidir se é para lá que queria ir mesmo ou se escolhia outro destino.

É com base nessa experiência, aliás, que digo que existe uma crise dos 20 anos, que pode começar ali por volta dos 17 ou até um pouco mais tarde, uns 23, depende de cada um, mas que certamente existe e é bem comum o jovem empurrar com a barriga porque nem parece que incomoda tanto assim. Foi assim comigo. 

Até que incomodou. E muito. Já não era mais como um novo sinal amarelo me alertando, era perceber que ele já estava aceso fazia tempo e ia mudar para o vermelho muito em breve. Foi a crise dos 30 anos se instalando.

Não raro quando não conseguimos mais nos distrair do tédio, do desconforto, do desgosto com a vida, da sensação de que o que se faz perdeu a cor, o sabor, é que a crise dos 30 anos aparece.

Em essência, é a mesma crise existencial dos 20, mas com características próprias que exige um cuidado diferente. Como depois virão outras se o sujeito não resolver encará-la de vez, como a chamada crise da meia idade”, que sempre digo que nada mais é do que a crise dos 20 anos retardada.

É por isso que quem não resolve essa crise dos 20, ou as que se lhe seguem, acaba se sentindo paralisado na vida. É uma sensação de estar com o carro encalhado, as rodas girando em falso e quanto mais você acelera, mais afundado o carro fica. E se isso dura muito tempo a sensação piora, porque aí parece que o carro encalhou numa areia movediça que o está engolindo aos pouquinhos, mas ESTÁ ENGOLINDO. A angústia só aumenta com o tempo.

Que fazer nessa horas? Acho que já respondi.

É preciso frear, fazer uma revisão geral, especialmente do itinerário da jornada feita até aqui para descobrir para onde você está se deixando levar e, enfim, decidir se é para lá que quer ir mesmo ou se escolhe outro destino.

Se fizer isso você voltará ao tempo em que começava a aprender a viver, que costuma ser concomitante à época em que aprendemos a dirigir. Aí lembre-se de ter paciência e perseverança, porque você não irá conseguir mudar do dia para noite. Muita coisa você faz por hábito, quase por instinto, e nem sabe mais por que faz assim e não assado. Será preciso experimentar não apenas o temor e a insegurança de quem precisa reaprender a viver, mas também a impotência, o ressentimento, o rancor e a culpa inevitáveis por estar vivendo errado.

Mas, saiba, vale a pena passar por isso. No fim, vale muito a pena!

Para lhe inspirar a tanto, deixo duas sugestões. Assista o filme “Mais Estranho que a Ficção” e leia a novela de Tolstói, “A Morte de Ivan Ilitch”. E já sabe, né? Isso, precisando de ajuda, é só chamar no chat. Se não estivermos online, recebemos a mensagem por email e respondemos assim que lermos. É para isso que Os Náufragos existe. 🙂

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Quem não sofre com Síndrome da Abertura do Fantástico?

Fim do expediente de sexta. Você publica uma foto de copo de cerveja com a legenda “iniciando os trabalhos”. Curte outras sete em que se repete a palavra “sextou” e cai de cabeça no final de semana. Durante esse pequeno momento de libertação, você pensa “graça à Deus acabou tudo, vamo aproveita!”

Sexta passa rápido, sábado também. Quando você se dá conta é fim de tarde de domingo. Está sentado no sofá, finalmente descansando. Largado consigo mesmo, não presta atenção em nada. Mas domingos são assim mesmo, né? Você cochila (coisa boa!) e acorda já de noite. Então olha para tv e ouve a aquela música:

Eu sei, possivelmente você nem deu play no vídeo. Mas tenho certeza que a sequência de “Ah, Uh Uh Ah, Uh Uh Ah, Uh Uh Ah” soou nitidamente em sua cabeça.

Também não é difícil de saber qual o sentimento que essa música te remete: um leve tédio bastante familiar, como se a vida te lembrasse de que o sonho acabou e amanhã é segunda.

“Ah, mas eu não assisto mais a Globo!”. Não adianta, meu caro, você sofre igual. Domingo à noite parece ser o momento preferido para a tristeza aparecer. Casados sofrem por se verem esgotados e não ter conseguido descansar, solteiros por se sentirem sozinhos, empregados por saber que tudo vai recomeçar, desempregados por se lembrarem que não têm um trabalho.

Conheça nosso curso “Buscando o Sentido da Vida”

Domingo a noite é nosso deserto interior, um limbo entre a alegria do final de semana e a rotina que está por vir.

Sempre acreditei que esse momento deveria ser bom. Há quem tente utilizá-lo para propósitos mais nobres: amanhã eu começo a dieta, segunda eu resolve aquele problema, não passa dessa semana aquela pendência. Eu acho perfeito para um retrospectiva do que fizemos nos dias anteriores e ideal para sentarmos, olharmos tudo que temos pela frente e nos programarmos.

Talvez o problema seja bem esse: olhamos para trás e não encontramos muito para nos orgulhar; daí pensamos no futuro e, vixi!, mais do mesmo.

A Síndrome da Abertura do Fantástico nada mais é que a certeza de que algo está errado. Na grade de programas da tv aberta? Não, há algo de errado dentro de você.

Olhar 43 de quem sabe que está te deixando deprimido

Nosso grande inspirador, Viktor Frankl, fala um pouco sobre isso* também: “o vazio existencial se manifesta principalmente num estado de tédio. Por exemplo, na “depressão dominical”, aquela espécie de tristeza que acomete pessoas que se dão conta da falta de sentido de suas vidas quando passa o corre-corre da semana atarefada e o vazio dentro delas se torna manifesto”

Cara, que paulada! “Pô Jota, mas assim você me deixa mais triste ainda!”. Confesso, eu também sinto o mesmo lendo essa passagem. Mas deixemos de lado um pouco esse sentimento e vamos aproveitar para entender o que o Frankl quis dizer.

Quando estamos em um estado de tédio, comum aos domingos, se manifesta o que não percebemos durante as tarefas da semana.

Paramos de nos gastar com o que é externo. Então, vem à tona o que estava escondido no fundo do nosso peito. Não há nada que prenda nossa atenção, assim, há um caminho livre para esse vazio ser notado.

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É como ver o mar em maré cheia e depois em baixa. Na primeira, temos apenas a areia da praia, a àgua e as ondas. Mas quando vem a maré baixa, o mar se recolhe. Podemos ver as conchas que estavam escondidas, pedra antes submersas e até mesmo um recife desconhecido.

Domingo é nossa maré baixa. O que está submerso aí dentro e você nem sabia?

Aproveite esse momento e pense em você, nas suas escolhas. Caso contrário, a Síndrome da Abertura do Fantástico te mostrará algo escondido por debaixo de suas águas interiores – e tenho certeza, não será um linda mulher (ou um cara sarado) dançando com roupas futuristas.

* Livro “Em Busca de Sentido”, por sinal, o melhor livro para lidar com questões sobre o sentido da vida. 

 

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You know nothing: o que você não sabe sobre a última temporada de Game of Thrones

A sétima temporada de Game of Thrones acabou nesse domingo. Desde o penúltimo episódio, a série virou assunto controverso. Dizem que perderam a mão. Conhecida por sua trama bastante complexa e episódios surpreendentes, bastou um capítulo “previsível” para vermos uma fúria pior que do Dracarys. 

O que você não sabe é que nesse embate de críticas ferrenhas e defesas acirradas, uma das melhores cenas da série passou em branco: um diálogo entre Beric e Jon Snow. Não se lembra? Deixa que eu te ajudo.   

 

I. A Verdadeira Batalha

Esta cena, se não me falha a memória, é uma das poucas que deixa tudo às claras. Entendo quem goste daquela confusão moral que marca toda a trama. (Eu mesmo ainda acho que o Jamie irá nos surpreender e que a Arya está cada dia mais psicopata). Mas tudo cai por terra nesse diálogo.

No final das contas, o que importa é uma única batalha: Vida x Morte.

Não é óbvio? Mas é muito real. Tão real que nos faz rever todos os acontecimentos por esse prima. E talvez por isso, muitos tenham se frustrado: eles nos deram a régua para medir tudo o que vimos e ainda vamos ver. Porém, essa medida seria inútil se usarmos apenas para o seriado.

Pensando um pouco, também devemos defender a vida. Você pode não ter notado, mas nessa batalha cada um de nós faz sua parte. Quando acordamos cedo, trabalhamos, conversamos com amigos, brincamos com nossos filhos, estamos lutando sem perceber. You know nothing

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O que nos faz seguir em frente é o desejo de que a vida prevaleça sobre a morte.

Jon Snow está certo, não iremos vencer. Porém, aqui não importa o resultado, mas sim a postura diante do inimigo. Frankl já dizia que mesmo nos momentos mais difíceis, nas situação sem saída que temos em nossa vida, ainda assim, nós possuímos a liberdade interior de decidir como iremos enfrentar a realidade.

 

II. Qual o seu papel?

Se lermos esse diálogo com atenção, percebemos que ele nos ensina muito mais. Os dois são soldados. E o que soldados fazem? Lutam e defendem aqueles que não podem se defender. Novamente tudo é apresentado com uma clareza absurda.

Beric define qual é a vocação de um soldado e com certeza te fez pensar: qual é a minha vocação nessa batalha?

Sabemos que devemos lutar contra a morte, o motivo é evidente. Porém, cada um deve também definir qual o seu papel.

Definir nosso lugar no mundo é a maneira mais eficiente de evitar problemas, ajudar ao próximo e sermos felizes. Hoje, todos querem mudar o mundo, mas esquecem do mais óbvio: como você vai fazer isso? Cada um de nós é limitado, por isso, cada um tem um papel específico nessa história.

Enquanto você não descobre o que irá fazer com sua vida, todos seus atos podem carregar a marcar da dúvida, aquela sensação de estar no lugar errado.

 

III. Encontrando a paz de espírito

Até aqui esse simples diálogo nos ajudou em dois pontos essenciais. Porém, a mensagem de Beric parece os White Walkers: não para por aí. Ele também nos deixa uma lição sobre nossa inquietação cotidiana:

Quando definimos nossa vocação, nossas dúvidas caem por terra. Não precisamos mais entender tudo. Viver para realizá-la talvez seja o suficiente.

Se eu sei o que fazer, concentro minhas forças nessa atividade, gasto meus dias com isso e busco cada vez mais ser melhor no que faço. Uma mãe com filhos pequenos passa seu tempo cuidando deles. Sua vocação é essa. Ela não precisa entender tudo, basta saber que seu lugar é ali ao lado deles. Com um professor acontece o mesmo, ele quer ensinar seus alunos e isso basta.

A vocação é sempre o suficiente pois é uma missão digna de uma vida toda.

Pode parece pequeno ter poucas funções durante uma vida inteira. Mas ser simples é sempre mais complexo. Estamos acostumados a um mundo que nos exige sermos muito mais do que podemos ser e não conseguimos ser nada. Saiba, descobrir nosso papel nos acalma. Nos dá um trabalho sem fim, mas ganhamos a paz de espírito.

Ao final, você é uma coisa só. Beric e Jon Snow são soldados. E você, o que é?

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