Categoria: Cotidiano

Por que meus relacionamentos não duram muito tempo?

Um rapaz conhece uma moça.

Primeiro encontro, tudo corre bem, ele tenta algo mas ela nega. Ao final da noite ele manda mensagem dizendo que foi muito bom, ela agradece a companhia.

Segundo encontro é em um local mais intimista, acabam por trocar beijos tímidos em público e mais quentes dentro do carro na porta da casa dela.

Terceiro encontro, após algumas indiretas por mensagens se encontram em algum local público qualquer e ficam pouco. Na hora de ir embora alguém sugere “ir para outro lugar” e obviamente acabam dormindo juntos.

De madrugada ela vai para casa com sorriso no rosto, chega e manda mensagem para as amigas contando todos os detalhes. Ele, por sua vez, conta vantagem pro melhor amigo de forma lacônica: então, rolou!

Eis o roteiro do início da grande maioria dos relacionamentos de hoje em dia.

Depois de se conhecerem, ficarem, transarem, começam a criar mais intimidade, conhecem os amigos de um e do outro, depois as famílias e por aí vai. Quando se dão conta que estão namorando? Depois da segunda transa? Ou talvez quando se apresentam aos amigos? Pra muitos, só quando atualizam o status para “relacionamento sério” no facebook.

Assim a vida segue e não demora para que aquela moça que até anteontem era uma desconhecida agora dormir na casa dele, e aquele cara do aplicativo se tornar tão ou mais amigo dos amigos dela.

Então, dia mais, dia menos, você se vê de repente no meio de uma briga: você é um grosso; é você que não me entende; por que você fez aquilo?; quem é aquele cara, porra?; tá louco?; você nunca sabe o que tá falando, cala a boca!; não fala assim comigo, caralho!; nunca devia ter saído com você, sai da minha casa!; eu é que não quero ficar, escroto; idiota.

Blan! A porta se fecha.

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Sozinhos, cada qual remói a discussão rebatendo novamente todas as falas do outro, de novo e de novo e de novo… Aí vem a sensação de ter sido enganado, que foi envolvido em algum tipo de golpe. Até ontem era tudo tão legal e hoje você descobriu que não passaria de ilusão: “Mentiu pra mim e eu, trouxa, acreditei.”; “Ele era tão gentil, nunca suspeitei que era controlador.”; “Ela sempre foi calma e agora me vem com essas chatices sem sentido.” 

No fim, esgotados, dão-se por vencidos. É nesse momento que o disco vira e esse monólogo insano se volta contra você:

por que eu sempre faço tudo errado?

Aí quem é de fumar, fuma um atrás do outro sem conseguir parar a máquina de pensar; quem é de chorar, chora até secar. Ambos passaram da paixão para se tornar os maiores analistas afetivos do mundo, naufragando na própria racionalidade que só dá voltas sem sair do lugar e transformou nosso sentimento em tristeza, derrota, fracasso.

Essas histórias, e suas variações, não são novidades. Você já deve ter vivido algo assim. Grande parte do problema está no roteiro emocional pré-estabelecido que nem percebemos seguir automaticamente.

Esse script diz que devemos sempre seguir nosso “coração” e deixar fluir. Carpe Diem, aproveite o momento. Seja livre, seja você. Só se vive uma vez, se permita ser feliz. _________________ (insira aqui um clichê). Porém, bastou um pequeno desentendimento – muitas vezes nada grave – e toda essa conversa de deixar fluir, de instinto, emoção, sentimento, desaparece e lá vamos nós chafurdar na razão para tentar entender o que estaria dando errado e como consertar. É nessa hora que recorremos a testes de compatibilidade, teorias, estatísticas, astrologia, estudos psicológicos duvidosos da internet. Qual a consequência disso?

Vivemos em uma bipolaridade afetiva.

Acreditamos que em questões amorosas quem manda é a emoção. Então, sem pestanejar, não pensamos ou avaliamos muito a relação em que entramos. Nos doamos por inteiro à paixão que sentimos, não ao outro que dizemos amar. Daí, quando passamos por uma situação conflituosa e precisamos analisar os fatos, nem sabemos por onde começar e vem o sentimento inverso da paizão: a raiva que quando passa vira tristeza. 

Não estou dizendo que está errado dar atenção aos seus sentimentos, pelo contrário. Viva cada um deles, aproveite. Mas não dê um passo maior que a perna. Pense no futuro, nos seus sonhos, nas suas necessidades e tente descobrir se o que você está vivendo segue nessa direção. 

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A velha rixa entre razão e emoção não existe. Todos os nossos sentimentos precisam passar pelo crivo da razão e toda conclusão precisa passar pela prova dos sentimentos.

Você não precisa escolher um lado, precisa ser inteiro. Se sua vontade é seguir de mãos dadas com quem você decidiu amar, é preciso que a emoção e a razão também se tornem um par. 

Sentir e pensar, pensar e sentir: essa é a solução. 

 

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Este é o motivo de você não ter tempo para nada

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Eu, sinceramente, não conheço uma única pessoa que não sofra com o gerenciamento do próprio tempo.

A impressão que eu tenho é que todos nós andamos com a corda no pescoço: sempre sem tempo algum, para nada, mas quando a oportunidade aparece, gastamos nossas preciosas horas com a primeira besteira que vemos pela frente.

É o caso do sujeito que trabalha a semana inteira e reclama que gostaria de ter uma horinha para ler um livro, mas não consegue. Aí, quando chega o domingo, fica o dia todo no sofá assistindo ao Faustão, que ele nem gosta, sem nem prestar atenção no que está acontecendo, como se estivesse em um estado vegetativo, sem saber explicar o porquê de estar ali.

Se identificou, não é?

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Acontece que, pela minha experiência, a principal variável do gerenciamento de tempo não é o tempo. A principal variável do gerenciamento de tempo é a vontade.

Hoje temos acesso a ferramentas e métodos de aumento de produtividade que sequer poderiam ser imaginados há algumas décadas, mas em geral produzimos muito menos, porque temos muito menos vontade de fazer as coisas.

Quase sempre que vejo alguém com problemas para produzir, executar tarefas, ou progredir com projetos, a dificuldade não está em arranjar tempo, e sim em ter cabeça para aproveitá-lo bem.

Quantas coisas podemos fazer em uma hora bem aproveitada, não é mesmo?

A grande dificuldade, porém, é ter, simultaneamente, tempo e motivação.

A motivação pode vir de dentro ou de fora. No trabalho, por exemplo, ela pode ser representada pelo seu chefe te cobrando um relatório. Na faculdade, pode ser aquela prova que vai te obrigar a estudar, querendo ou não.

Mas e quando você está em casa, sem ninguém para te obrigar a nada, dependendo apenas de si e da própria vontade?

A vontade de fazer alguma coisa sem ter tempo, gera tristeza. Ter tempo para fazer suas coisas, apenas para vê-lo passar diante de seus olhos enquanto você não tem motivação para fazer o que quer, é angustiante.

Eu não tinha ideia alguma do porquê disso tudo acontecer comigo e com as pessoas ao meu redor. Quando assisti ao curso do Jota, o Buscando o Sentido da Vida, esse assunto se esclareceu um pouco na minha cabeça.

Na aula 2 do segundo módulo do curso, o Jota diz que a sua consciência espera que você tenha continuidade e coerência, ou seja, normalmente ficamos com peso na consciência quando deixamos de fazer alguma coisa que faz muito sentido pra gente, ou quando fazemos alguma coisa que é muito incoerente conosco.

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Acontece que a maioria das pessoas não sabe o que quer, não sabe do que gosta. Não encontrou uma vocação, não encontrou um sentido para a própria vida, não tem um norte que o motive e, quando tem, está fazendo algo incompatível com o que ama.

É muito difícil balancear o que nós temos que fazer com o que nós queremos fazer, não?

Nessas horas, a seguinte frase do Viktor Frankl faz muito sentido:

“Desespero é o sofrimento sem sentido.”


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Por que me sinto paralisado na vida?

Todo mundo que dirige carro sabe como é quando se está aprendendo. Lembro que meu pai se irritava comigo porque para cada coisa que ele dizia para fazer eu precisava pensar enquanto fazia. Ele ficava puto porque para ele aquilo era intuitivo fazia uns 20 anos, não era preciso pensar, nem sabia mais pensar nisso, não saberia explicar por que seria assim ou assado. Como não pensamos nas pernas quando caminhamos.

Mas quando estamos aprendendo, ainda não é assim, e temos de fazer devagar, pensando, avaliando, tentando conter o temor e a insegurança.

Uma das coisas que meu pai ensinou sobre dirigir carros tem a ver com isso. Ele disse mais ou menos assim: “Se o sinal ficar amarelo e você está quase nele, não dá tempo de pensar: ou acelera e passa antes de vermelhar ou freia já e espera abrir de novo. Nunca avance desacelerando porque é aí que você nem vai nem fica e acaba atravessando no vermelho e a merda está feita”.

Aí fiquei pensando se isso não vale para a vida. O que fazer quando o sinal amarelo “acende”? Avançar com decisão, frear para avançar depois ou deixar como está para ver como é que fica?

Acho que o primeiro sinal amarelo que recebi da vida foi aos 17 anos, quando terminava o terceirão. Um dia chamaram na escola para ir falar com o psicólogo e fazer um teste vocacional para ajudar na escolha do curso universitário. Ali paralisei diante da cobrança de uma decisão de vida que eu não estava preparado nem queria fazer.

Ou seja, não sabia para onde ir.

Mas não freei para avançar depois de descobrir isso, nem avancei de fato, apenas deixei a vida seguir enquanto me ocupava de outras coisas. Resultado? Fui adiante por uns 15 anos nessa toada. Até não conseguir mais me enganar que eu sabia o que estava fazendo e tive de assumir que, desde aquele dia aos 17 anos, eu vinha vivendo sem rumo, sem sentido.

Era como se eu nunca tivesse saído do lugar, daquele ponto, daquela idade, daquele dia. Precisava frear, retornar por onde vim, reconhecer o itinerário da minha vida até ali para descobrir para onde ela estava me levando e, enfim, decidir se é para lá que queria ir mesmo ou se escolhia outro destino.

É com base nessa experiência, aliás, que digo que existe uma crise dos 20 anos, que pode começar ali por volta dos 17 ou até um pouco mais tarde, uns 23, depende de cada um, mas que certamente existe e é bem comum o jovem empurrar com a barriga porque nem parece que incomoda tanto assim. Foi assim comigo. 

Até que incomodou. E muito. Já não era mais como um novo sinal amarelo me alertando, era perceber que ele já estava aceso fazia tempo e ia mudar para o vermelho muito em breve. Foi a crise dos 30 anos se instalando.

Não raro quando não conseguimos mais nos distrair do tédio, do desconforto, do desgosto com a vida, da sensação de que o que se faz perdeu a cor, o sabor, é que a crise dos 30 anos aparece.

Em essência, é a mesma crise existencial dos 20, mas com características próprias que exige um cuidado diferente. Como depois virão outras se o sujeito não resolver encará-la de vez, como a chamada crise da meia idade”, que sempre digo que nada mais é do que a crise dos 20 anos retardada.

É por isso que quem não resolve essa crise dos 20, ou as que se lhe seguem, acaba se sentindo paralisado na vida. É uma sensação de estar com o carro encalhado, as rodas girando em falso e quanto mais você acelera, mais afundado o carro fica. E se isso dura muito tempo a sensação piora, porque aí parece que o carro encalhou numa areia movediça que o está engolindo aos pouquinhos, mas ESTÁ ENGOLINDO. A angústia só aumenta com o tempo.

Que fazer nessa horas? Acho que já respondi.

É preciso frear, fazer uma revisão geral, especialmente do itinerário da jornada feita até aqui para descobrir para onde você está se deixando levar e, enfim, decidir se é para lá que quer ir mesmo ou se escolhe outro destino.

Se fizer isso você voltará ao tempo em que começava a aprender a viver, que costuma ser concomitante à época em que aprendemos a dirigir. Aí lembre-se de ter paciência e perseverança, porque você não irá conseguir mudar do dia para noite. Muita coisa você faz por hábito, quase por instinto, e nem sabe mais por que faz assim e não assado. Será preciso experimentar não apenas o temor e a insegurança de quem precisa reaprender a viver, mas também a impotência, o ressentimento, o rancor e a culpa inevitáveis por estar vivendo errado.

Mas, saiba, vale a pena passar por isso. No fim, vale muito a pena!

Para lhe inspirar a tanto, deixo duas sugestões. Assista o filme “Mais Estranho que a Ficção” e leia a novela de Tolstói, “A Morte de Ivan Ilitch”. E já sabe, né? Isso, precisando de ajuda, é só chamar no chat. Se não estivermos online, recebemos a mensagem por email e respondemos assim que lermos. É para isso que Os Náufragos existe. 🙂

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Quem não sofre com Síndrome da Abertura do Fantástico?

Fim do expediente de sexta. Você publica uma foto de copo de cerveja com a legenda “iniciando os trabalhos”. Curte outras sete em que se repete a palavra “sextou” e cai de cabeça no final de semana. Durante esse pequeno momento de libertação, você pensa “graça à Deus acabou tudo, vamo aproveita!”

Sexta passa rápido, sábado também. Quando você se dá conta é fim de tarde de domingo. Está sentado no sofá, finalmente descansando. Largado consigo mesmo, não presta atenção em nada. Mas domingos são assim mesmo, né? Você cochila (coisa boa!) e acorda já de noite. Então olha para tv e ouve a aquela música:

Eu sei, possivelmente você nem deu play no vídeo. Mas tenho certeza que a sequência de “Ah, Uh Uh Ah, Uh Uh Ah, Uh Uh Ah” soou nitidamente em sua cabeça.

Também não é difícil de saber qual o sentimento que essa música te remete: um leve tédio bastante familiar, como se a vida te lembrasse de que o sonho acabou e amanhã é segunda.

“Ah, mas eu não assisto mais a Globo!”. Não adianta, meu caro, você sofre igual. Domingo à noite parece ser o momento preferido para a tristeza aparecer. Casados sofrem por se verem esgotados e não ter conseguido descansar, solteiros por se sentirem sozinhos, empregados por saber que tudo vai recomeçar, desempregados por se lembrarem que não têm um trabalho.

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Domingo a noite é nosso deserto interior, um limbo entre a alegria do final de semana e a rotina que está por vir.

Sempre acreditei que esse momento deveria ser bom. Há quem tente utilizá-lo para propósitos mais nobres: amanhã eu começo a dieta, segunda eu resolve aquele problema, não passa dessa semana aquela pendência. Eu acho perfeito para um retrospectiva do que fizemos nos dias anteriores e ideal para sentarmos, olharmos tudo que temos pela frente e nos programarmos.

Talvez o problema seja bem esse: olhamos para trás e não encontramos muito para nos orgulhar; daí pensamos no futuro e, vixi!, mais do mesmo.

A Síndrome da Abertura do Fantástico nada mais é que a certeza de que algo está errado. Na grade de programas da tv aberta? Não, há algo de errado dentro de você.

Olhar 43 de quem sabe que está te deixando deprimido

Nosso grande inspirador, Viktor Frankl, fala um pouco sobre isso* também: “o vazio existencial se manifesta principalmente num estado de tédio. Por exemplo, na “depressão dominical”, aquela espécie de tristeza que acomete pessoas que se dão conta da falta de sentido de suas vidas quando passa o corre-corre da semana atarefada e o vazio dentro delas se torna manifesto”

Cara, que paulada! “Pô Jota, mas assim você me deixa mais triste ainda!”. Confesso, eu também sinto o mesmo lendo essa passagem. Mas deixemos de lado um pouco esse sentimento e vamos aproveitar para entender o que o Frankl quis dizer.

Quando estamos em um estado de tédio, comum aos domingos, se manifesta o que não percebemos durante as tarefas da semana.

Paramos de nos gastar com o que é externo. Então, vem à tona o que estava escondido no fundo do nosso peito. Não há nada que prenda nossa atenção, assim, há um caminho livre para esse vazio ser notado.

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É como ver o mar em maré cheia e depois em baixa. Na primeira, temos apenas a areia da praia, a àgua e as ondas. Mas quando vem a maré baixa, o mar se recolhe. Podemos ver as conchas que estavam escondidas, pedra antes submersas e até mesmo um recife desconhecido.

Domingo é nossa maré baixa. O que está submerso aí dentro e você nem sabia?

Aproveite esse momento e pense em você, nas suas escolhas. Caso contrário, a Síndrome da Abertura do Fantástico te mostrará algo escondido por debaixo de suas águas interiores – e tenho certeza, não será um linda mulher (ou um cara sarado) dançando com roupas futuristas.

* Livro “Em Busca de Sentido”, por sinal, o melhor livro para lidar com questões sobre o sentido da vida. 

 

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Quem não é Narciso nas Redes Sociais?

Acho que todos conhecem a história de Narciso, não? Apaixonado por suas selfies, nada mais fez de sua vida senão contemplar-se no instagram, até nele mergulhar e morrer.

Dizem que isso é mito, e muito antigo, coisa de grego. Só se for a parte do mergulhar e morrer porque, no mais, Narciso segue vivo, firme e forte, com o perfil ativo no facebook e em todo canto da internet. Narciso, hoje, é legião.

Uma de suas características principais, segundo o filósofo Louis Lavelle, que escreveu um livro a respeito, do qual tomei de empréstimo o título acima, é procurar mais aquilo que o agrada do que aquilo que ele é.

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Cientistas sociais, psicólogos, especialistas de toda ordem, estudam, pesquisam, analisam, teorizam, discutem, há tempos, o narcisismo e as redes sociais, terreno fértil para sua propagação, e seus estudos costumam demonstrar que muitos tendem a se sentir mal, tristes, sozinhos, depressivos, invejosos, quando vêem os amigos nas redes sociais publicando fotos de festas, viagens, férias, e por aí vai.

Claro, naquele momento, é mais agradável ser eles do que eu.

Parece coisa de adolescente, e é – Narciso, aliás, tinha dezesseis anos. Mas hoje em dia a adolescência esticada é um fato, e os dezesseis de Narciso devem equivaler aos quarenta e dois anos na atualidade, por aí. É uma epidemia, portanto.

Seria o caso de perguntar em que ponto o amor-próprio se torna doença, volta-se contra si mesmo. Mas acredito que quando se tornou mania publicar selfies logo que consumado o ato sexual (#AfterSex), ou sua variante a mostrar como ficou seu cabelo depois (#AfterSexHair), ou para mostrar sua roupa e expressão facial quando se está num funeral (#funeral), enfim, quando chegamos a tanto algo me diz que aquele ponto já foi ultrapassado faz tempo e falar de limites seria até interessante, mas tão produtivo quanto analisar o pênalti perdido por Zico na Copa de 1986.

Na verdade, embora quando se fale de narcisismo logo venha à mente vaidade, seu significado tem mais a ver com entorpecimento, que vem da origem grega do seu nome, narkhé. E é essa, parece-me, a marca registrada do narcisismo do nosso tempo, que já se fez antigo e pelo visto perdurará bastante. Estamos entorpecidos, narcotizados moral e espiritualmente, tanto que dá sono só de ler essas palavrinhas, como se a mera menção despertasse um fiscal chato com a única finalidade de estragar prazeres.

É proibido proibir, e beijinho no ombro a quem discorda.

No fim, o destino de todo Narciso é não ser amado, nem por si mesmo, e é essa dor que entorpecemos com nossa fabricada espontaneidade e rígido controle de qualidade da imagem que passamos aos outros nas redes sociais.

Como somos parecidos por lá, já reparou? Além de Narcisos, também somos Eco, a ninfa condenada pela deusa Hera a somente repetir o que os outros diziam, por ser muito tagarela. Ela se apaixonou por Narciso, mas não podendo expressar seu amor, terminou sendo rejeitada, isolando-se do mundo nas montanhas, onde se transformou em rochedo, mas continuando até hoje a ecoar, a repetir palavras que parecem, mas não são suas.

Por que mesmo você entrou na onda das selfies?  

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You know nothing: o que você não sabe sobre a última temporada de Game of Thrones

A sétima temporada de Game of Thrones acabou nesse domingo. Desde o penúltimo episódio, a série virou assunto controverso. Dizem que perderam a mão. Conhecida por sua trama bastante complexa e episódios surpreendentes, bastou um capítulo “previsível” para vermos uma fúria pior que do Dracarys. 

O que você não sabe é que nesse embate de críticas ferrenhas e defesas acirradas, uma das melhores cenas da série passou em branco: um diálogo entre Beric e Jon Snow. Não se lembra? Deixa que eu te ajudo.   

 

I. A Verdadeira Batalha

Esta cena, se não me falha a memória, é uma das poucas que deixa tudo às claras. Entendo quem goste daquela confusão moral que marca toda a trama. (Eu mesmo ainda acho que o Jamie irá nos surpreender e que a Arya está cada dia mais psicopata). Mas tudo cai por terra nesse diálogo.

No final das contas, o que importa é uma única batalha: Vida x Morte.

Não é óbvio? Mas é muito real. Tão real que nos faz rever todos os acontecimentos por esse prima. E talvez por isso, muitos tenham se frustrado: eles nos deram a régua para medir tudo o que vimos e ainda vamos ver. Porém, essa medida seria inútil se usarmos apenas para o seriado.

Pensando um pouco, também devemos defender a vida. Você pode não ter notado, mas nessa batalha cada um de nós faz sua parte. Quando acordamos cedo, trabalhamos, conversamos com amigos, brincamos com nossos filhos, estamos lutando sem perceber. You know nothing

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O que nos faz seguir em frente é o desejo de que a vida prevaleça sobre a morte.

Jon Snow está certo, não iremos vencer. Porém, aqui não importa o resultado, mas sim a postura diante do inimigo. Frankl já dizia que mesmo nos momentos mais difíceis, nas situação sem saída que temos em nossa vida, ainda assim, nós possuímos a liberdade interior de decidir como iremos enfrentar a realidade.

 

II. Qual o seu papel?

Se lermos esse diálogo com atenção, percebemos que ele nos ensina muito mais. Os dois são soldados. E o que soldados fazem? Lutam e defendem aqueles que não podem se defender. Novamente tudo é apresentado com uma clareza absurda.

Beric define qual é a vocação de um soldado e com certeza te fez pensar: qual é a minha vocação nessa batalha?

Sabemos que devemos lutar contra a morte, o motivo é evidente. Porém, cada um deve também definir qual o seu papel.

Definir nosso lugar no mundo é a maneira mais eficiente de evitar problemas, ajudar ao próximo e sermos felizes. Hoje, todos querem mudar o mundo, mas esquecem do mais óbvio: como você vai fazer isso? Cada um de nós é limitado, por isso, cada um tem um papel específico nessa história.

Enquanto você não descobre o que irá fazer com sua vida, todos seus atos podem carregar a marcar da dúvida, aquela sensação de estar no lugar errado.

 

III. Encontrando a paz de espírito

Até aqui esse simples diálogo nos ajudou em dois pontos essenciais. Porém, a mensagem de Beric parece os White Walkers: não para por aí. Ele também nos deixa uma lição sobre nossa inquietação cotidiana:

Quando definimos nossa vocação, nossas dúvidas caem por terra. Não precisamos mais entender tudo. Viver para realizá-la talvez seja o suficiente.

Se eu sei o que fazer, concentro minhas forças nessa atividade, gasto meus dias com isso e busco cada vez mais ser melhor no que faço. Uma mãe com filhos pequenos passa seu tempo cuidando deles. Sua vocação é essa. Ela não precisa entender tudo, basta saber que seu lugar é ali ao lado deles. Com um professor acontece o mesmo, ele quer ensinar seus alunos e isso basta.

A vocação é sempre o suficiente pois é uma missão digna de uma vida toda.

Pode parece pequeno ter poucas funções durante uma vida inteira. Mas ser simples é sempre mais complexo. Estamos acostumados a um mundo que nos exige sermos muito mais do que podemos ser e não conseguimos ser nada. Saiba, descobrir nosso papel nos acalma. Nos dá um trabalho sem fim, mas ganhamos a paz de espírito.

Ao final, você é uma coisa só. Beric e Jon Snow são soldados. E você, o que é?

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Se você não parar, a vida não para sozinha

Estamos soterrados de coisas. Boleto pra pagar, trabalho pra fazer, horário pra cumprir, coisas pra consertar. Quando você percebe, já acabou a semana, o mês, o ano.

Pior que isso também acontece com nossa vida pessoal. Tudo fica automático: conversar com a namorada, jantar com o marido, brincar com as crianças. Vemos tudo como mais uma tarefa a cumprir. E o mais triste, tudo cansa.

Mas te digo, tem solução e o começo é bem simples. 

A primeira coisa a fazer quando estiver nesse furacão cotidiano é prestar atenção no que você está sentindo. Isso mesmo, olhar para dentro. E principalmente, buscar definir as coisas.

Porque no meio desse turbilhão a gente sente tudo meio vago. Ficamos tristes, irritados e até choramos sem saber o porquê. A alegria também pode passar em branco porque a gente não estava lá de verdade. Enquanto as pessoas ao nosso redor se divertem, nossa cabeça espera apenas tudo acabar para seguir para o próximo compromisso. 

Portanto, pare, respire, e refaça o caminho interno dos seus sentimentos. O que você está sentindo, onde começou e como chegou até aqui? 

Muita gente acaba caindo no meu consultório e mal sabe dizer o que está acontecendo. Quando pergunto, o que te trouxe aqui?, tenho como resposta: nem sei bem, mas acho que preciso de alguma ajuda… 

Dar nome às coisas foi umas das primeiras tarefas que Deus pediu para Adão. Não foi por puro acaso, tenho certeza. 

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Perdi a vida que eu tinha, e agora?

Tragédias acontecem, é da vida. Uma doença incurável que você descobre sem querer. A morte repentina de quem te sustenta. Um acidente que te deixa inválido.

Mas nem precisa ser tão grave assim para parecer que arrancaram a vida que estava aqui. Por exemplo, uma demissão quando você tinha um plano bem estruturado de futuro condicionado ao emprego. O fim de um relacionamento que era “para sempre”. A traição de um amigo que torna impossível continuar amigo.

Ainda que você não tenha passado por nada disso – ainda bem! – e nem conheça alguém que tenha sofrido uma tragédia na vida, certamente sente medo de passar por uma situação dessas, ainda que você seja daqueles que acha que nunca aconteceria com você.

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Como lidar com uma tragédia?

Bem, comecemos pelo medo dela acontecer. Melhor remédio não há para isso do que se alimentar de arte. Por que será que em filmes, seriados, novelas, os dramas e tragédias costumam nos atrair tanto?

Mesmo nas comédias, repare, elas só têm “final feliz” porque houve superação de algum drama ou tragédia que aconteceu antes. Se não tem uma dificuldade a ser enfrentada não tem a mesma graça.

Uma das razões da nossa atração é que assistir uma tragédia tem potencial catártico para nossos medos inconfessáveis. Ou seja, materializa-se em imagens o que não conseguimos sequer pensar de tanto medo daquilo. Com isso pode vir a tal da catarse, que nada mais é do que “expulsar” esse medo pela vivência imaginativa da tragédia.

E isso também é educativo, claro, afinal, caso aconteça na vida algo que já vimos num filme, é como se já soubéssemos como é, temos uma noção do que irá acontecer dali por diante, às vezes até sabemos o que fazer.

Como tememos o desconhecido, quando ele passa a ser conhecido naturalmente o medo se torna menor. Faz sentido, não?

Então, quanto mais você se entupir de boa arte narrativa, ou seja, cinema, seriados, literatura, mais preparado estará para as adversidades da vida, para as tragédias que podem acontecer ou, no mínimo, para enfrentar o medo que elas aconteçam.

Mas é claro que “preparado” não significa garantido, seguro. Quando a tragédia acontece o sofrimento é tão avassalador que por mais “preparado” que se esteja sempre será algo novo, e único. O sentimento é de que a vida foi arrancada mesmo e tudo que se tinha antes, toda essa preparação, pouco parecerá adiantar num primeiro momento. É só depois, às vezes muito depois, que o sujeito consegue enxergar que ajudou, sim, mas não como ele esperava ou gostaria.

Eu falei em boa arte narrativa, mas até as ruins também podem ajudar. Darei um exemplo. No primeiro episódio da fraca série Os Defensores, da Netflix, tem uma cena que parece que quem escreveu foi um de nossos salva-vidas mais queridos aqui nos Náufragos: Viktor Frankl, o criador da logoterapia.

Acontece logo depois do Matthew Murdock – o Demolidor, mas aqui como advogado – vencer uma ação judicial que deu 11 milhões para seu cliente, um jovem que se tornou paralítico. Todos saem felizes do tribunal, mas Matthew percebe que o rapaz não está comemorando, pelo contrário, e pede para falar com ele: 

– Posso te dizer uma coisa? Aquele dinheiro vai realmente ajudar seus pais. Mas para você, daqui pra frente, só ficará mais difícil, Aaron. Você sabe que está no começo de uma maratona, certo? Todos vão lhe dizer como se sentir, pra ficar positivo, para não sentir pena de si mesmo, para não ficar com raiva…

– Já estou com raiva.

– De quem?

– De todo mundo. Só quero minha vida de volta

– Eles não têm como te dar isso. Talvez você volte a andar. Espero que sim. Mas talvez não ande. Mas a sua capacidade de superar isso enquanto fica cada vez mais difícil é 100x mais poderosa do que sorrir e fingir que está tudo bem. Entendeu? Ei, escute, ninguém pode devolver tua vida, Aaron, você tem de tomá-la de volta.

Ninguém pode devolver sua vida, você tem de tomá-la de volta.

É ou não é inspirador? Então, tenha você medo de perder a vida que leva, tenha você perdido a vida que levava, pare para pensar nisso que o personagem disse.

Além disso, quantos de nós não estamos paralisados na vida por medo de sermos derrotados por ela? Pois é. Mas aí já é assunto para outro texto… 😉

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De quando Paulo Coelho salvou minha vida

Se o mercado de auto-ajuda fosse um reino, Paulo Coelho seria rei. Li os primeiros livros dele lá nos anos 90. E curti, confesso. Não entendia nada de nada de literatura, mas precisava de ajuda para muita coisa. 

Aí você me pergunta: e ajudou em alguma coisa?

Deixa eu te contar uma história recente que aconteceu comigo que acho você terá a resposta.

Dia desses voltei ao pesadelo que há mais de década não era forçado a viver: visitar repartições públicas. Apenas protocolizar uma petição, mais nada. Uma chancela mecânica, um carimbo, feito. Mas, eu disse repartição pública

Entrei, ninguém na fila e pensei: “Paulo Coelho tem razão, o universo conspira a favor”. Dirigi-me à periguete do guichê e ela:

-A moça do protocolo não está, hora de almoço, só volta às 14h.

Olhei o relógio, 13h15. Respirei fundo, pensando: “É uma repartição pública, não tente entender. Maktub”. Na margem do guichê eu sentei e chorei no whatsapp para minha esposa. E ali fiquei a observar, meditar, divagar.

Ninguém mais na sala. A periguete no seu celular, eu no meu. De vez em quando entrava uma libélula. Sim, uma libélula. Claro, eu era seu alvo preferido, exigindo toda minha ninjidez inexistente. Nunca ia pra cima dela, logo, só podia ser uma louca, uma deusa, uma feiticeira. Em outras palavras, uma valkíria.

Algumas pessoas apareceram, dirigiram-se ao guichê para fazer o mesmo que eu, só que como não trouxeram por escrito ela tinha de colocar a termo, ou seja, digitar o que falavam e protocolizado estava. E os vencedores iam embora, sem dar por mim, sem compaixão, sem um olhar de adeus.

13h34. Verônika decidiu morrer, mas eu, alquimista velho, aguardei alguns minutos e me dirigi à fulana do guichê:

Ela já chegou?

-Você viu alguém passar por aqui e entrar?

Respirei, agradeci, sentei. A libélula. Caí da cadeira. A puta riu. “Apenas protocolizar uma petição, mais nada”, sorri pensando, tentei fazer piada, ignorou-me. Desisti. Celular, timeline.

13h46. Sou brasileiro, tentei de novo: “Gostaria de fazer um protocolo.” Ela me olhou como a libélula:

-Ela ainda não chegou.

-Mas quero fazer como os outros, oralmente.

-É a mesma coisa que está escrita aí no papel?

-Nãããão, lembrei de outra agora.

Ela não chegou, pensa que sou trouxa?

Penso, pensei. 14h08. Uma senhora entrou, passou por mim, adentrou uma porta encantada e desapareceu. Não ousei.

14h15:

-Me dá aqui que ela chegou.

A petição retornou, só com um carimbo, nenhuma assinatura, mais nada, feito. “Quem deseja ver o arco-íris, precisa aprender a gostar da chuva.”, pensei saindo, com a luz do sol quase me cegando.

Lá fora, a libélula me esperava. Então me recordei do manual do guerreiro da luz. Dei com o livrinho na cara do bicho que caiu estatelado na hora, sendo atropelado por um ônibus. 

MORAL DA HISTÓRIA segundo Paulo Coelho: “Um guerreiro não tenta parecer; ele é.”

 

Conversar não custa nada

Das inúmeras coisas que precisávamos pensar e definir sobre Os Náufragos, uma era de vital importância: como as pessoas entrarão em contato conosco. Precisávamos ficar próximos, o máximo possível disponíveis, respondendo a tudo e todos. 

Tirando, claro, os meios de contato comuns, como e-mail e redes sociais, seria muito melhor ter algo no site de fácil e rápido acesso. Eis que os nossos Meninos do Acre Digital, Eduardo e Ícaro, apareceram com o site pronto e esse ícone de chat aí embaixo no canto direito de nome simpático: JivoChat.

Nós, Jota e Chico, não fazíamos idéia do que era, até que eles nos orientaram a instalar o programinha e aprendemos rapidamente como usar. Sim, náufragos leitores, quando esse ícone pipoca aí na tela de vocês com um de nossos rostos, creia, somos nós mesmos que estamos ali a responder qualquer mensagem sua. Isso gerou conversas engraçadas com pessoas perguntando “estou falando com uma pessoa ou uma máquina?”.

A presença do JivoChat foi se mostrando a cada dia não apenas útil, mas essencial.

Se no início respondíamos dúvidas de toda ordem sobre o site, o projeto, os cursos ofertados, questões de ordem técnica, aos poucos os leitores também começaram a enxergar no chat uma forma de conversar conosco. 

 

Já temos até náufragos que retornam ao site mais para falar pelo chat do que ler nosso material.

E estamos adorando isso.

Tem quem faça consultas breves pelo chat, tem quem o use para pedir indicações de leitura, filmes, seriados e, mais importante de tudo: quem percebeu que pode assistir as aulas dos cursos e tirar dúvidas na hora conosco ou ter seus exercícios avaliados. 

Aprendemos também a acompanhar e entender o timing daqueles que nos procuram. O mundo atual é feito de oportunidades e a velocidade com que tudo funciona é vertiginosa e tudo parece descompassado. Coincidir o desejo de desabafar e contar suas dificuldades com alguém disposto a escutar e conversar é muito difícil, mas o JivoChat resolveu isso. Muitas conversas começam tímidas, com coisas do tipo “só estou lendo aqui…” e acabam com um desabafo, mesmo à distância. Conseguimos alcançar nosso leitores no momento em que estão vivenciando seus dilemas. Os dilemas estão em seu ápice e nós estamos ali, bem naquele momento. Hoje nosso trabalho pode realmente ajudar aqueles que estão se afogando na hora mais necessária.  

Não podemos esquecer daqueles que se sentem em casa e conversam como velhos amigos. Isso é excelente!

Quem sabe uma dia

Sujeito entra, já cumprimenta, solta um apelido, faz uma brincadeira, tira uma dúvida e sai dando risada. Como dissemos, somos nós mesmos respondendo: sinta-se a vontade! Esse bom humor também nos ajuda, deixamos de ser “os professores” e nos tornamos bons amigos sentados na cabine do navio, conversando e tomando uma bebida juntos.  

Claro que não conseguimos ficar disponíveis o tempo todo, mas mesmo sem combinar nada quase sempre temos um nós online por ali. E quando não há, recebemos as mensagens por e-mail e respondemos assim que lemos.

Ou seja, ninguém fica sem resposta ou atenção.

Então, caros náufragos, sintam-se à vontade para nos chamar aí pelo JivoChat. A casa é de vocês e não faria sentido algum abrirmos as portas sem ter quem os receba, não é mesmo?