Categoria: Cotidiano

Eu não te amo mais: como terminar um relacionamento

O amor pode acabar. Aquele sentimento bom de estar com a pessoa, a vontade de dividir a vida, aquele conforto de saber que você “tem alguém a seu lado”, aquele desejo de se declarar de tempos em tempos, tudo isso pode chegar ao fim. Dos que acreditam que o amor verdadeiro nunca morre aos céticos que defendem que amor é apenas um contrato em busca de benefício mútuo, normalmente quando chegamos neste momento crucial, da certeza de que não amamos mais, há um longo caminho até o término concreto da relação. Continue lendo

Como descobrir a sua vocação?

A vocação costuma se tornar um drama quando chega a época de definição da vida profissional. Aquela época em que precisamos escolher se fazemos vestibular ou optamos por um curso técnico; se já começamos a trabalhar de uma vez ou, então, desejamos sair viajando pelo mundo para ganhar experiência de vida; será que é hora de casar ou comprar uma bicicleta? Dependendo da escolha do filho, como, por exemplo, querer ser músico, muitos pais dirão: “Filho, primeiro garanta seu sustento, depois você faz as coisas que você gosta”. E nessa frase está condensada todos os equívocos vocacionais que padecemos: olhamos para a vocação como se fosse uma escolha de rumo profissional ou descoberta de algo que gostamos de fazer. Continue lendo

O primeiro passo para a vida adulta

Conversei no começo do ano passado com uma moça bastante jovem. Do alto dos seus dezesseis anos, ela estudava já pensando no vestibular e me falava sobre sua rotina no colégio. Mas, como era de se esperar, esse não era o real motivo pelo qual me procurou: na verdade, ela sofria de amor.

Seu namoro já não ia bem das pernas e ela, entre muitas crises e poucas certezas, estava muito confusa com tudo o que vinha acontecendo. Nossa conversa foi rápida, mas o suficiente para perceber que ela só quer, só pensa em namorar.

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O Trágico Thomas Mann

Thomas Mann nunca foi “apenas” um escritor.

Leitura das mais reveladoras é o livro “Correspondência entre Amigos”, conjunto de cartas trocadas com Herman Hesse. Enquanto Hesse respondia à tragédia de seu tempo como escritor típico, retratando o que vivia e testemunhava, sem maiores ambições, Mann estava cheio delas, assumia-se “porta-voz” da razão, queria esclarecer, orientar, conclamar à ação contra a tirania. Foi dos poucos escritores alemães, por exemplo, a enfrentar publicamente o nazismo e enquanto viveu nos EUA tudo fez para convencer os americanos da necessidade de agirem contra Hitler.

Logo, seus romances, em especial, nunca são “apenas” literatura de ficção, mesclando pensamentos, filosofias, críticas etc., com propósito, digamos, pedagógico. Em “A Montanha Mágica”, possivelmente sua obra mais conhecida, escrita depois do fim da primeira guerra, temos um narrador que não hesita em explicar (quase) tudo o que está narrando, às vezes em detalhes. Quando não, o contexto nunca deixa margem para muita dúvida sobre o significado do uso de determinados símbolos. Continue lendo

Transcenda o seu umbigo

Buscamos a felicidade incessantemente. Ouvimos pelos quatro cantos do mundo a idéia de que o sentido da vida é a felicidade ou que o homem nasceu pra ser feliz. Outra crença bastante difundida é a de que devemos fazer o que nos deixa feliz. Claro que alguém pode questionar: “mas você quer que sejamos tristes?”. A questão aqui não é essa. Continue lendo

Vamos falar sobre The Walking Dead?

Não, não falarei sobre o segundo turno das eleições, tampouco sobre as escolas ocupadas. É sobre zumbis também, mas os da ficção, bem melhores. O seriado retornou semana passada, com o início da sétima temporada. O quê? Não sabe do que estou falando? Tsc, tsc. Não sabe o que está perdendo. Falo sério. Continue lendo

Mais barbeiros, menos barbearias

Das coisas que mais me faziam falta, cortar cabelo em barbeiro das antigas. Nos últimos meses até encontrei um ali no Mercado Municipal aqui de Curitiba, mas o ambiente muito família, filha e irmã do tiozinho atendendo junto, aí… Entende? Nada daquele ambiente seguro para demonstrações de macheza inexistentes fora dali – salvo nos puteiros, tão teatrais quanto.

Quando era menino meu pai levava os filhos em barbeiro digno do nome e deixava solto, com a natureza seguindo seu curso entre as páginas 18 e 42. Continue lendo

Você está puto com a vida?

Georges Simenon, o famoso escritor criador do inspetor Maigret, escreveu vários livros auto-biográficos, dentre eles um chamado Pedigree, em que tinha um objetivo: “Com Pedigree eu quis drenar todo o pus. E fui fundo nisso”. Ele estava cansado de escrever “bufando e espumando pela boca”. Queria curar as feridas em sua existência. Mas, segundo o autor de sua biografia: “por sorte, ele não conseguiu”. Sim, foi sorte. Continue lendo

Sinceridade conveniente

Quero curar meu coração partido sendo biscate e contigo já não dá mais”. Foi isso que ele ouviu quando perguntou o que estava acontecendo e pediu sinceridade. A sinceridade veio, mas, o que fazer com ela?

Ele  não soube o que fazer.

Levantou, andou  pela casa, com a mão suando, fumou dois cigarros em sequência e começou a eterna luta moderna no Whatsapp:

Online. Digitando… Online. Digitando… Online.

Para sua sorte – e da moça – parou na fase online e conseguiu segurar, por um fiapo de consciência, o trem prestes a descarrilhar. Afinal, ela foi sincera, como nunca tinha visto ser. Qual o mal nisso? Continue lendo