Categoria: Relacionamento

Sinceridade conveniente

Quero curar meu coração partido sendo biscate e contigo já não dá mais”. Foi isso que ele ouviu quando perguntou o que estava acontecendo e pediu sinceridade. A sinceridade veio, mas, o que fazer com ela?

Ele  não soube o que fazer.

Levantou, andou  pela casa, com a mão suando, fumou dois cigarros em sequência e começou a eterna luta moderna no Whatsapp:

Online. Digitando… Online. Digitando… Online.

Para sua sorte – e da moça – parou na fase online e conseguiu segurar, por um fiapo de consciência, o trem prestes a descarrilhar. Afinal, ela foi sincera, como nunca tinha visto ser. Qual o mal nisso? Continue lendo

Sexo é tudo isso mesmo?

Sexo é bom. Não tem como negar. Poderia aqui divagar muito mais, mas você sabe do que estou falando. Lembro quando era piá, amigos diziam que o mundo se movia por isso: o ser humano era motivado pelo desejo de transar. Criavam teorias, prédios, guerras, estradas. Tudo por causa do sexo. Há quem ainda pense assim.

Agora, sejamos sinceros: é bom; mas será que é tudo isso?

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O sofredor light

Não é de hoje que o homem é incoerente. Basta meia hora ao lado de alguém para encontrar ao menos uns dois indícios de alguma contradição. Principalmente no relaxamento. Do outro lado, a dor faz o inverso. Concentra-nos em um ponto e intensifica-o. Ela nos faz segurar o sofrimento pelas mãos e com determinação buscar qualquer coisa que possa acalmá-lo. Continue lendo

Assombrações de um zumbi

Todo mundo já levou um pé na bunda. Temos até uma vasta variedade de modelos: aquele na infância, quando o menino escreve num papel “quer namorar comigo?” e a menina dá risada com as amigas; também temos aquele da adolescência em que você olha ao longe a mocinha e, depois de gaguejar um pouco, consegue chegar perto e dizer “oi, tudo bem?”, tendo como resposta uma expressão facial de medo. Há quem foi dispensado antes de declarar seu amor: no dia em que foi dizer “eu te amo”, ela se antecipou e confessou que gostava de outro. Não podemos esquecer do clássico pé na bunda, já na vida adulta, que começa com uma negação e depois vem seguida da fuga bem na hora do pedido de casamento. E já que estamos falando de maturidade, porque não citar o tão bem difundido modelo “precisamos conversar, já tô com outra, acho melhor nos separarmos, passar bem”. Continue lendo