Os Náufragos
fev 18, 2019 - 18:14

Aula 09 – Clube do Seriado Chef’s Table

De tudo que envolve a descoberta e realização da vocação, duas coisas são fundamentais e decisivas.
 
Uma delas, a questão do sustento próprio, que leva aos dilemas de escolhas de profissão, com que trabalhar, rumos na carreira e assim vai.
 
A outra é a questão familiar. Tanto na relação com a família de origem quanto com a família que se irá ou não formar, o que abarca todos os dramas de relacionamento.
 
Costumamos dar mais valor à primeira e tratar a segunda com menor importância para avaliarmos nossa vocação. Mas é um grave erro fazer isso.
 
Para entender melhor, assista aos episódios 3 e 5, da 2ª temporada de Chef’s Table, estrelando Dominique Creen e Anna Ross.
 
Ali você verá o quanto a questão familiar importa muito mais do que qualquer outra coisa. Dominique transformou seu trabalho numa extensão da sua família de origem, enquanto Anna precisou “abandonar” essa mesma família para ter a sua e consequentemente se realizar como chef.
 
E é claro que comentamos tudo isso e mais um pouco em nossa aula de hoje no clube do seriado Chef’s Table, lá na Confraria dos Náufragos. Confira no site.
Os Náufragos
fev 13, 2019 - 19:07

Dica de Livro

Se alguém quiser realmente entender o naufrágio contemporâneo que afetou todas as gerações nascidas a partir de meados do século passado, então tem uma leitura que é obrigatória: “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger.
 
Independente da sua qualidade literária (que é muito boa), o livro importa mais por sua influência na cultura desde então. Não apenas no universo artístico, com os inúmeros artistas inspirados por esse livro, especialmente músicos, mas na sociedade como um todo, pois malucos como o assassino de John Lennon e o atirador em Ronald Reagan amavam o livro, tendo sido encontrados exemplares entre os pertences de ambos nos quartos alugados antes de cometerem os crimes.
 
Mais do que isso: não haveria o fenômeno da “adultescência” sem que Holden Caulfield, o protagonista da história, tivesse sido criado por Salinger.
 
É claro que sendo um livro tão impactante assim não poderia ser apenas objeto de uma sugestão de leitura, como a que fazemos agora e detalhamos um pouco mais no vídeo de hoje na nossa Confraria dos Náufragos, mas merece um Clube do Livro só para ele.
 
E é isso que virá junto com muitas outras novidades que estamos preparando para nossos confrades. Em breve a Confraria passará por algumas mudanças importantes e que deixarão a experiência ainda melhor. Dentre elas, haverá um trabalho específico com o naufrágio da maturidade. É nesse contexto que trabalharemos com O Apanhador no Campo de Centeio.
Os Náufragos
fev 12, 2019 - 15:02

Clube do Seriado TWD – Aula 11 (S03 E04 a 06)

“Faça a coisa certa, baby, me prometa que sempre fará o certo. É tão fácil pegar o caminho errado nesse mundo… Então, se sentir que algo é errado, não faça. Não se deixe estragar pelo mundo.”

Eis a última coisa que a personagem Lori Grimes disse ao seu filho, Carl, antes de morrer depois de dar à luz à uma menina na terceira temporada de The Walking Dead.

Parecem frases de auto-ajuda e não deixam de ser, mas a depender do contexto o significado muda. E no contexto em que aqueles personagens viviam, em que poucas possibilidades de ação restaram para além de lutar para sobreviver, fazer a coisa certa quase sempre significava morrer, como Lori fez, morrendo para que sua filha pudesse nascer.

Com sua morte veio a queda do protagonista, seu marido Rick, que assumiu uma responsabilidade muito maior do que seria necessário, tornando-se um ditador para tentar salvar todo o grupo. É claro que não conseguiria, não naquelas circunstâncias e ao menos não integralmente. Quando perdeu Lori, Rick surtou, numa das cenas mais comoventes de todo o seriado, com um show de interpretação do ator Andrew Lincoln.

Rick havia pegado o caminho errado, o caminho fácil a que somos levados pelo orgulho e a vaidade que nos iludem sobre nossa força real, fazendo-nos apostar tudo na pura vontade e inteligência para dar conta da vida e superar as adversidades.

Mas como o mito de Ícaro já nos ensinava, quem tenta voar com asas de cera só tem um destino: a queda. E quanto mais alto voar, pior será o tombo. Em outras palavras, mais próprias à nossa época: o destino de todo fodão é se foder.

A aula de hoje é sobre isso na nossa Confraria dos Náufragos. Confira no site. ⚓

Francisco Escorsim
fev 11, 2019 - 17:56

Dia desses, depois de meu filho mais velho ter dito que tinha medo de alguma coisa qualquer, minha esposa lhe respondeu algo assim: “Você já percebeu que chama de ‘medo’ um monte de sentimentos seus que não são medo, mas outra coisa?”
 
Ele ficou pensativo e com ajuda conseguiu dar um nome melhor ao que sentia. Como tem 13 anos, está aprendendo a se conhecer e só podemos nos conhecer quando damos nomes ao que sentimos e experimentamos.
 
Infelizmente, diante da epidemia de má formação escolar que todos sofremos, sabemos nominar muito mal nossas percepções, sentimentos e pensamentos. Ou seja, não costumamos ser precisos no que dizemos e isso é causa de inúmeros pecados de omissão.
 
Quando não sabemos nominar um problema, um sofrimento, acabamos não sabendo o que é, e sem saber o que é, não há como resolvê-lo e tudo que fazemos é empurrar com a barriga, daí vem a omissão. A depender do problema, pode ser uma primeira rachadura em algo que, no futuro, fará ruir tudo.
 
Daí porque Jordan Peterson estabeleceu como sua décima regra para dar ordem ao caos da existência que seja feito um esforço para sermos precisos no que dizemos. Sem isso, não há como evitar tragédias, muito menos reconstruir a vida depois de uma.
Os Náufragos
fev 07, 2019 - 17:32

Podcast #56 – Quando nos conhecemos

Fomos conferir um dos filmes mais assistidos na Netflix em 2018: “Quando nos conhecemos”.

Não só gostamos e recomendamos, como resolvemos fazer um podcast sobre, pois conversa de muito perto com nossos conteúdos sobre o naufrágio nos relacionamentos.

Aliás, quem assistiu nossos cursos “Como começar um relacionamento” e “Enfrentando a Crise dos 20 anos” terá aqui um ótimo exemplo de muitas coisas que falamos nas aulas.

Por exemplo, o filme é muito bom para enxergar as duas grandes decisões (e suas consequências) a que somos chamados a tomar nessa fase da vida: como me sustentarei e se formarei uma família.

Assista ao filme, escute nosso podcast e nunca se esqueça de quando e como nos conhecemos! 

Os Náufragos
fev 01, 2019 - 18:35

Filmes Para Náufragos – Longe Dela

Nesta semana indicamos o último livro de Alice Munro e nada melhor do que fechá-la sugerindo um belo filme para náufragos baseado em um de seus contos: “Longe Dela”.
 
Julie Christie está tão soberba no papel da protagonista que sofre de Alzheimer que ganhou vários prêmios, incluindo o Globo de Ouro.
 
Mas o naufrágio da doente que vai perdendo mais do que sua memória, mas sua identidade, não é o “melhor” do filme. O naufrágio de seu marido interpretado com maestria por Gordon Pinsent é de cortar o coração.
 
Um filme sobre o amor como sacrifício, como compaixão, como ternura. É impossível não gostar. Confie na gente! 😉
 
E, claro, no site temos um vídeo comentando mais e melhor sobre o filme.
Os Náufragos
jan 31, 2019 - 16:59

Podcast #55 – O mínimo que você precisa saber para não ser um imbecil juvenil

Desde que Jair Bolsonaro foi eleito, semana sim, semana também sai alguma reportagem na mídia sobre quem seria o “guru” do novo presidente: o filósofo Olavo de Carvalho.

Infelizmente, pouco ou quase nada é sobre sua obra. É de um pedacinho dela, mas de valor imensurável, que falamos neste podcast.

Para melhor nos acompanhar, aconselhamos a leitura prévia do artigo “O Imbecil Juvenil” e da transcrição de uma aula de um de seus cursos, chamada “O Abandono dos Ideais”.

O primeiro inaugura o best seller “O Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, mas está disponível gratuitamente, assim como a transcrição, no site do filósofo e em tudo quanto é canto da internet, basta googlar.

Quem quiser saber por que fazemos o que fazemos aqui n’Os Náufragos, é obrigação escutar este podcast. 

Os Náufragos
jan 30, 2019 - 17:39

Dica de Livro – Vida Querida

Alice Munro sabia que queria ser escritora desde os 14 anos, mas somente aos 36 publicou seu primeiro livro, que demorou uns 15 anos para ser escrito por inteiro.
 
Por que tanto tempo?
 
Porque aos 20 Alice se casou, tendo 4 filhas nesse período, sendo que uma faleceu no dia do parto. Dona de casa e mãe em tempo integral, escrevia mentalmente suas histórias e nos intervalos de pequena liberdade colocava tudo no papel.
 
Por isso se tornou contista, não raro fragmentando possíveis romances em histórias mais curtas, adaptando-se à realidade disponível. Apaixonou-se tanto pela forma do conto que mesmo quando dispunha de todo tempo do mundo seguiu escrevendo contos, nunca o romance desejado.
 
Veja como era sua rotina entre o primeiro e o segundo livro, contada numa entrevista à Patis Review:
 
“O ano que escrevi meu segundo livro, ‘Vidas de Meninas e Mulheres’, eu era enormemente produtiva. Tinha 4 filhas, porque uma das amigas das minhas filhas morava conosco, e eu trabalhava na loja dois dias por semana. Costumava trabalhar até talvez 1h da manhã e acordava às 6h.”
 
Claro que não foi fácil, mas pergunte a Alice se ela trocaria essa vida por outra de tempo livre à disposição? Jamais. Ela chegou a dizer em várias entrevistas que o fato de ter sido dona de casa mais ajudou do que outra coisa.
 
Hoje Alice tem 87 anos, 14 livros publicados, um sem número de prêmios, inclusive o Nobel em 2013. Em seu último livro, Dear Life (traduzido no Brasil por ‘Vida Querida’), que parece ser o derradeiro segundo deu a entender, os últimos 4 contos formam um livro à parte.
 
São o que ela chama de uma “autobiografia em espírito” que acredita serem “as primeiras e as últimas – e as mais íntimas – coisas que eu tenho a dizer sobre a minha vida”.
 
Um grande livro para ser relido sempre.
 
Confira o vídeo sobre ele em sua área de membros!
Os Náufragos
jan 29, 2019 - 18:11

Aula 10 – Clube do Seriado The Walking Dead

Certa vez participei de reuniões preparatórias de uma pastoral que trabalhava com presidiárias.
 
Numa delas, uma diretora de presídio contou qual a maior dificuldade das carcereiras. Não, não era o risco do trabalho, mas quando voltavam para casa depois dele.
 
Dentro do presídio os problemas que surgem são sérios, quando não graves, e a tensão é constante, com o risco de morte muito mais próximo do que se imagina. Mas o que acontece quando saem de uma circunstância assim para chegar em casa e ter de lidar com os dramas familiares cuja realidade não detém 1% dessa gravidade?
 
Não é difícil de imaginar quão insensíveis devem parecer aos outros. Mas não são, apenas possuem um senso de proporções muito mais denso do que costumamos ter em nossas vidinhas de classe média em que não raro tratamos dor de unha encravada como se câncer fosse.
 
Uma das principais razões para termos escolhido The Walking Dead como a primeira série trabalhada em nossa Confraria dos Náufragos é para ajudar a devolvermos recuperar a densidade em nosso imaginário e consequentemente recuperar o senso de proporções que pode ter sido até perdido por inteiro.
 
Porque as 3 primeiras temporadas de TWD tratam justamente da cura do mimimi pequeno burguês pela consequente instalação na realidade concreta em que os personagens viviam – mais parecida com a encontrada pelas carcereiras dentro dos presídios do que fora deles.
 
Ao chegar na terceira temporada mal há necessidade de conversa entre os personagens sobre os dramas pessoais. Ou tudo perdeu a relevância diante da realidade ou o conserto se dá com atos concretos, não palavrório sentimental de novelinha.
 
Ninguém simboliza melhor esse processo de amadurecimento do que o protagonista, Rick Grimes, magistralmente interpretado por Andrew Lincoln, ainda mais nesta temporada com cenas impressionantes pelo quanto de significado consegue transmitir apenas com sua postura corporal e expressão facial.
 
Começamos a analisar esta 3ª temporada na nossa Confraria dos Náufragos hoje, com uma aula sobre os primeiros 3 episódios.
Os Náufragos
jan 28, 2019 - 18:15

Clube do Livro 12 Regras Para A Vida – 9ª Regra

“Presuma que a pessoa com quem está conversando possa saber algo que você não sabe.”

Esta é a 9ª regra das 12 para a vida do best-seller de Jordan Peterson, mas como estamos no Brasil, essa presunção aí complica!

Infelizmente somos uma sociedade doente, recheada de neuróticos, histéricos e se for sincero perceberá que você mesmo não está lá muito seguro de não ser assim.

Diálogo efetivo, conversa autêntica, é coisa rara por aqui, daí porque essa regra no Brasil é difícil não de ser aplicada, mas dela dar frutos reais.

O que não significa que não vale a pena tentar. Mais do que isso, é obrigatório tentar! Por quê?

Martin Buber tem uma frase famosa: “O ser humano se torna eu pela relação com o tu. À medida que me torno eu, digo tu. Todo viver real é encontro.“

Daí porque no Brasil terapia não é apenas para quem está sofrendo algum tormento psicológico, mas para quem não tem nenhum “tu” que lhe possibilite se tornar um “eu” de verdade.

Na aula de hoje falamos muito sobre isso, sobre terapia, aprender a pensar e a ser alguém de verdade, e também do valor de se escrever um diário para aprender a dialogar consigo mesmo.

Precisa dizer mais? Então, aplique a 9ª regra e corra assistir à aula! 

Os Náufragos
jan 24, 2019 - 10:10

Podcast #54 – Filmes de Terror

Se há quem curta ver filmes que façam chorar, outros que façam rir, por que não haveria quem goste de sentir medo sem riscos?
 
Filmes de terror seriam, então, o equivalente do “Trem Fantasma” dos parques de diversão ou serviriam para algo mais?
 
Algo mais, sim.
 
É sobre isso que falamos em nosso podcast desta semana, mais especificamente sobre um dos filmes de terror mais badalados dos últimos tempos, além de ser o mais católico em muito tempo: “A Freira”, que forma uma trilogia bem interessante com os dois filmes de “A Invocação do Mal” (esses baseados em fatos reais, aliás).
 

Os Náufragos
jan 23, 2019 - 15:47

Masterclass #7 – Maturidade e Ritos de Passagem

Há uma falsa ideia de que a maturidade seria uma realidade exclusiva da vida adulta. Não é.
 
Cada época da vida humana tem a sua própria maturidade. Um adolescente de 15 anos, por exemplo, é imaturo quando se comporta como uma criança de 5, mas não quando se comporta como um adolescente e sabemos que tem algo de errado caso se comporte como quem tem 35 ou 75.
 
Maturidade, portanto, tem mais a ver com o que é adequado à cada fase da vida humana. Há uma maturidade infantil, juvenil, adulta e também idosa.
 
Por isso, se você quer realmente compreender o que é a maturidade é preciso conhecer também os ritos de passagem de uma fase à outra, pois eles atestam a maturidade atual e apresentam simbolicamente o que será necessário para conquistar a maturidade do novo ciclo.
 
Por exemplo, por que numa formatura universitária os formandos fazem juramentos e no casamento há promessas a serem cumpridas?
 
Porque aqueles e estas dão o critério com o qual você poderá avaliar quão maduro está ou não em cada momento do novo ciclo, que no caso é o da vida adulta. O que também significa dizer quão mais séria é a maturidade da vida adulta do que qualquer outra porque nenhuma exige tantos compromissos “para sempre” do que nesse momento da vida.
 
Podemos dizer, também, que a maturidade da juventude é o casulo da maturidade do adulto. Daí porque na chamada “crise da meia idade” é comum ver adultos tentando viver o que não viveram quando jovens. É como se precisassem disso para seguir em frente. Não precisa, é claro, porque a maturidade da vida adulta tem outras exigências e retroceder à fase anterior é apenas escolher a imaturidade, mais nada.
 
Enfim, já deu para perceber que é um assunto inesgotável e impossível de darmos conta num post de facebook. Por isso mesmo o Jota gravou uma masterclass sobre isso: Maturidade e Ritos de Passagem, cujo título dispensa maiores comentários. 
Os Náufragos
jan 22, 2019 - 19:05

Clube do Livro “Em Busca de Sentido” – Aulas 12 e 13

Sempre que vivemos em uma situação muito adversa que não parece ter fim passamos por duas fases bem distintas.

A primeira, de choque emocional intenso que reverbera durante um tempo (que pode durar muito mais do que se imagina).

A morte de um ente querido, por exemplo, costuma ser acompanhada de uma “saudade tão ardente que só resta uma sensação: a de se consumir.”

A citação é de Victor Frankl em seu livro “Em Busca de Sentido”, falando dessa primeira fase também vivida quando o prisioneiro entrava no campo de concentração e não fazia a menor ideia se voltaria a ver seus familiares um dia.

Mas a permanência ali foi aos poucos “esvaziando” essa reação emocional, com o que se passou à segunda fase, que Frankl chama da fase da apatia, em que a indiferença se torna a única defesa.

“Pacientes, moribundos e mortos constituem uma cena tão corriqueira, depois de algumas semanas num campo de concentração, que não conseguem sensibilizá-lo mais.”

Pior do que isso, com o tempo a insensibilidade também é à violência física sofrida, “aos espancamentos diários e em quase cada hora”.

Na fase da apatia vamos aos poucos perdendo a força, a capacidade de resistir. Ou, como diz Frankl: “A pessoa aos poucos vai morrendo interiormente”.

Não vivemos num campo de concentração, mas num país acostumado com mais de 60 mil homicídios ao ano, quem aí não precisa fazer um esforço para tentar se injuriar de verdade com um absurdo desses?

Vivemos na fase da apatia faz tempo.

Tem como sair dela? Ao menos, remediá-la?

Victor Frankl tem a resposta, mas para conhecê-la é preciso seguir na leitura do seu “Em Busca de Sentido”, que é o livro que estamos trabalhando em nossa Confraria dos Náufragos.

Na aula de hoje o Jota comenta mais e melhor sobre essa segunda fase vivida por Frankl no campo de concentração. Confira no site! ⚓

Os Náufragos
jan 21, 2019 - 18:02

Quem nos acompanha sabe que estamos trabalhando com o seriado Chef’s Table com um propósito claro: aprender a reconhecer e realizar a vocação.
 
A primeira temporada já foi suficiente para vermos uma série de características comuns à toda e qualquer vocação que voltarão a aparecer nas demais, mas nenhum outro episódio é mais importante para nós do que o sobre o chef Alex Atala, na 2ª temporada.
 
Pelo simples fato de Alex ser brasileiro, tendo de lidar com circunstâncias de vida mais próximas e parecidas com as que vivemos.
 
Por isso o episódio nos ajuda a enxergar que no Brasil buscar a vocação tem outro nome: é buscar um sentido de vida antes de tudo.
 
A história de Alex quase nada parece ter a ver com vocação, mas alguém em busca de si, de algo que falta em sua vida, algo que faça tudo ganhar algum sentido. Quem não se sente meio assim no Brasil?
 
Daí a revolta, o desespero por alguma fuga, por ir embora para outro lugar. No caso dele, precisou de tudo isso para descobrir que tinha de voltar, que só aqui poderia ser quem deveria ser.
 
O insight que teve associando o sentido da vida à ideia de ciclos é a lição de Alex para nos ajudar a perceber como a vocação se vai revelando aos poucos, a depender do momento do ciclo da vida que você está. É preciso dar tempo ao tempo muitas vezes.
 
Há aula exclusiva sobre este episódio de Chef’s Table. Vai perder? Se for, o chef tem um recadinho para você aí na foto. 😜
Os Náufragos
jan 18, 2019 - 15:50

Filme para Náufragos – Sem Rastros

Começo de ano é a época de colher os melhores filmes do ano anterior.
 
Além dos indicados para as premiações mais famosas, como Globo de Ouro e Oscar, tem as listas de melhores filmes dos sites especializados, criadas pelo cálculo das notas dadas por crítica e público.
 
O filme para náufragos indicado hoje ganhou vários prêmios já e está muito bem cotado nessas listas, então fomos conferir se era tudo isso mesmo. E é.
 
Leave No Traces (Sem Rastros) tem atuações magníficas de Ben Foster e Thomasin McKenzie interpretando um pai naufragado que para sobreviver está naufragando sua filha sem perceber e, por consequência, afogando a relação entre ambos.
 
Todo o drama é menos falado do que mostrado, com uma resolução pra lá de realista. Mais do que aprovado e recomendado por aqui.
Os Náufragos
jan 17, 2019 - 12:16

Podcast #53 – Discoteca dos Náufragos vol. 1

Tem novidade no nosso podcast!
 
Quem nos acompanha sabe que no coração do nosso projeto estão as “tabuinhas” fornecidas pelo mar da cultura em torno.
 
Usamos delas com dois objetivos: 1) como forma de ajudá-lo a aguentar o tranco do naufrágio e 2) para tentar resgatá-lo dele.
 
Normalmente, o podcast atende o primeiro objetivo e a ideia da Confraria é dar conta do segundo. Mas não exclusivamente. Hoje o podcast também é do “segundo tipo”.
 
Quantas vezes você já parou para escutar um disco inteiro, com atenção, percebendo a forma do todo no qual as músicas são partes? Aposto que foram poucas, se é que uma!
 
Músicas têm a forma dos nossos sentimentos, que estão sempre em movimento. Ninguém fica triste ou alegre o tempo todo, por exemplo, e mesmo quando um sentimento se instala, como o da tristeza, há mudanças de ritmo e intensidade enquanto você a sente.
 
Esse “processo sentimental” uma música dificilmente consegue retratar, mas um disco consegue, daí porque aprender a escutá-lo por inteiro pode ajudar em muito mais do que se imagina.
 
Por isso, hoje começamos a trabalhar formando uma “discoteca” para náufragos. Entenda melhor o que queremos fazer escutando o podcast que acabou de sair do “forno”!
Os Náufragos
jan 16, 2019 - 14:00

Dica de Livro – Os 4 Amores

Amar é…

O que, afinal de contas?

As respostas mais comuns são as de que o amor seria um sentimento ou um ato de vontade.

Mas são respostas reducionistas que, se levadas a sério, transformam o amor num capricho, no primeiro caso, e, no segundo, faria um psicopata ser culpado de apenas um único crime: ter amado demais.

Um bom começo para corrigir esses equívocos é ler “Os 4 Amores”, de C. S. Lewis, que de maneira muito didática diferencia o amor de afeição, do de amizade, do erótico e da caridade.

Só por isso já dá para perceber quão deficiente é reduzir o amor a um sentimento ou um ato de vontade, embora ambos façam parte do que é amar.

É nossa dica de leitura de hoje que o Jota comenta melhor em vídeo lá na Confraria dos Náufragos. Mas antes de correr ao site, uma palhinha da obra:

“Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não o entregue a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente com seus hobbies e pequenos luxos; evite qualquer envolvimento. Tranque-o em segurança no caixão do seu egoísmo. Mas nesse esquife seguro, sem movimento, sem ar, ele mudará. Não vai se partir; vai se tornar indestrutível, impenetrável, irredimível. Amar é sempre ser vulnerável.” ❤️

Os Náufragos
jan 15, 2019 - 17:43

Regra 8 – Clube do Livro 12 Regras Para a Vida

Uma das coisas que mais insistimos em nossas aulas sobre o livro 12 Regras Para A Vida, do Jordan Peterson, é na atenção que tem de ser dada para a estrutura geral que dá sentido ao conjunto das regras.
 
Se está com dificuldade com alguma, quase sempre a seguinte acaba resolvendo o problema, como acontece, por exemplo, com o entendimento do que seria “significativo” na regra 7.
 
Lembra qual é essa regra? “Busque o que é significativo, não o que é conveniente”. A dificuldade aparece no instante mesmo em que se percebe que “conveniência” também é algo significativo. Como discernir entre coisas com significados ou o que seria mais significativo do que apenas conveniente?
 
Aí vem a regra 8 e dá um critério melhor para ser buscado do que o “significativo”: a verdade.
 
Aí você pode perguntar, a lá Pilatos: “Mas como saber o que é a verdade?”
 
É uma forma de existir, conforme Peterson ensina. Não se trata de algo mental, portanto, mas um verdadeiro objetivo de vida. Ou, como chama Peterson, um meta-objetivo, aquele que transcende todos os demais objetivos e julga a todos.
 
Trata-se de uma escolha por viver na verdade, com dicas práticas bem simples para começar a fazer isso, ou tomar o caminho mais fácil da mentira ou falsidade, cujo processo de entortamento do ser Peterson descrever com brilhantismo, eis o que temos nesta regra 8.
 
Preciso falar que na aula sobre esta regra destrinchamos isso em detalhes? Mais um aulão daqueles, imperdível.
Os Náufragos
jan 14, 2019 - 17:09

Clube do Seriado TWD – Aula sobre os Eps. 10 a 12 (fim da 2ª T)

“O mundo que conhecemos se foi, mas manter nossa humanidade é uma escolha”.
 
Com o fim da segunda temporada de TWD damos adeus à Dale, o velhinho sensato, porém mala, que em um dos episódios mais cruciais até aqui evitou que a maioria tivesse escolhido um caminho provavelmente sem volta – e que foi o tomado por Shane, outro que se despediu naquela temporada.
 
Dale foi o único a lutar contra a decisão de matar um estranho que, se liberado, poderia levar sua turma à fazenda e tornar a permanência ali inviável.
 
“Se fizermos isso estamos dizendo que não há esperança, que o Estado de Direito morreu, que não há civilização”.
 
Essa é a uma de suas falas mais interessantes. Porque ela está certa e errada ao mesmo tempo.
 
Está errada porque como ele mesmo havia dito antes, o mundo que conhecemos já era, logo, o Estado de Direito, a civilização, tinham morrido mesmo. Era impossível existir naquelas condições uma prisão ou uma estrutura de um “Estado de Direito” que resolvesse o problema.
 
Mas está certa porque: “Matá-lo não muda nada, mas muda a gente”.
 
E é disso que se trata o fim desta segunda temporada. A esperança do mundo voltar a ser o que era já tinha morrido faz tempo, mas a fé e esperança de que haveria algo pelo qual viver, ainda que não fizessem ideia do que fosse, estavam vivas e só se manteriam assim se eles não perdessem a sua humanidade.
 
Era o momento de escolherem quem queriam ser dali por diante e Dale implorou: “Por favor, vamos fazer o que é certo”.
 
Por isso a morte da Dale se tornou duplamente simbólica. Por um lado, simboliza a impossibilidade do “estado de Direito” existir naquele novo mundo. Por outro, sua morte salva nos demais a humanidade que ia se perdendo.
 
É uma espécie de sacrifício cristão a resgatar o próximo, o que nos devolve ao início da temporada, no episódio passado numa igreja em que mais de um personagem conversa com Cristo, mas parecem não ter sido escutados.
 
Mas, será?
 
No fim, a invasão dos zumbis e o anúncio (que os personagens ainda não sabem) de um possível refúgio muito perto dali mostram uma espécie de “acaso” ou ação divina a intervir de forma a conduzi-los. Para onde?
 
Por enquanto, só Deus sabe.
 
Aulão daqueles hoje, sobre os últimos 3 episódios desta 2ª temporada de TWD. 
Os Náufragos
jan 11, 2019 - 18:20

Filme Para Náufragos – Vertigo

Primeira dica de filme para náufragos do ano!
 
E como queríamos começar “lá em cima”, escolhemos Vertigo (Um Corpo que Cai), de Hitchcock, um dos melhores filmes já feitos e excelente para náufragos.
 
A tradução literal do título seria Vertigem, o que estaria bem mais adequado ao significado da história do policial aposentado, interpretado por James Stewart, que sofre de vertigem por medo de altura e trabalha como detetive particular, envolvendo-se muito mais do que deveria no caso para o qual foi contratado.
 
Só o suspense tradicional criado por Hitchcock já valeria o filme, mas acima disso está a história do detetive que é obrigado a encarar seus demônios e uma paixão que lhe deixa obcecado, daí vindo o sentido mais preciso da vertigem do título.
 
Também vale pelo naufrágio das personagens femininas, Madeleine e Judy, ambas interpretadas com brilhantismo por Kim Novak. Ela atuou tão bem que é bem fácil você assistir ao filme inteiro e achar que são duas atrizes diferentes.
 
Eis uma das falas de Madeleine que é para deixar pensando na vida por muito tempo:
 
“Apenas um é um andarilho; dois juntos estão sempre indo para algum lugar.”
 
Confirao vídeo que o Chico gravou comentando mais e melhor sobre este filme.
Os Náufragos
jan 10, 2019 - 14:27

Podcast #52 – Bird Box

O filme do momento no podcast de todos os momentos! 😀
 
Bird Box é bom, é ruim? Ou é ruim, mas tá bom?
 
Escute aqui nossos comentários e chegue à sua conclusão. Mais importante: pare de projetar bobagens no filme que não estão lá.
 
Além disso, depois do nosso podcast você não poderá dizer que escutou o passarinho cantar e não sabe onde! 😉

 

https://soundcloud.com/osnaufragospodcast/podcast-52-bird-box
 
Os Náufragos
jan 08, 2019 - 16:01

Clube do Livro “Em Busca de Sentido”

Victor Frankl identificou 3 primeiras reações psicológicas dos prisioneiros nos campos de concentração:

1) Humor Negro;
2) Curiosidade fria, quando não mórbida; e
3) Pensamentos suicidas.

Quando vivemos em situações análogas, de sofrimento sem saída aparente, acontece o mesmo.

Mas o pior talvez não seja isso, mas o fato de que nos habituamos a ponto de sequer nos darmos conta de quão ruins as coisas ficaram.

“Podem perguntar-nos. Nós sabemos dizer até que ponto é verdade que a pessoa a tudo se acostuma, sem dúvida! Mas ninguém pergunte de que modo…”

Nesse caso, as 3 reações se tornam sintomas de uma situação terrível a que nos habituamos.

Das 3, o humor negro é o mais facilmente identificável hoje em dia, pois diante do império do politicamente correto, que é uma espécie de campo de concentração do pensamento, o humor negro é a consequência inevitável. Boa parte do humor produzido hoje no Brasil não consegue ser mais do que isso, por exemplo.

A curiosidade fria é uma espécie de temeridade. Diante de uma situação que parece não ter saída, é uma auto-defesa que leva o sujeito a testar até onde pode ir ou aguentar. Um exemplo dado por Frankl: “Por exemplo, as consequências de se ficar completamente nu e molhado ao ar livre no frio do outono avançado.”

Já não seria isso um pensamento suicida? Não de forma consciente, porque aí já se instalou aquele hábito de suportar sem se importar. Quando o suicídio passa a ser desejado, aí passou-se da mera curiosidade para a vontade.

Frankl teve as 3 reações, sem obviamente se suicidar. Até porque, como ele mesmo disse, o suicídio não fazia muito sentido quando a probabilidade de ir par a câmara de gás era muito alta. Era questão de tempo morrer.

Parece estranho se habituar com uma situação assim? Frankl responde: “Ora, numa situação anormal, uma reação anormal simplesmente é a conduta normal.”

Se você for investigar na sua vida o que já suportou ou está a suportar, possivelmente perceberá que se habituou com as circunstâncias e nem se deu conta.

Nas aulas de hoje na Confraria dos Náufragos o Jota comenta mais dessas reações, finalizando a “primeira fase” narrada por Frankl em seu antológico “Em Busca de Sentido”. 

Os Náufragos
jan 07, 2019 - 17:57

Clube do Seriado Chef’s Table – Aula 06

Ben Shewry tem o 32º melhor restaurante do mundo hoje. Quando foi a estrela do 5º episódio da 1ª temporada de Chef’s Table estava em 33º, mas já havia amadurecido o bastante para saber o quanto isso importa de verdade:

“À medida que você envelhece você se dá conta que as coisas que realmente importam são seus amigos e família. Para eles não importa se seu restaurante é o 33º melhor do mundo. Eles só querem saber se sou um ser humano decente que trata bem seus filhos e esposa, e minha família e meus amigos com respeito.”

Mas nem sempre foi assim. Dedicou-se tanto ao trabalho, ao restaurante, que mesmo quando atingiu o sucesso sentia-se infeliz, considerando que dava pouca atenção aos filhos e esposa, começando a se ressentir da sua vocação e se afastar de todos.

Era um processo depressivo que foi revertido a partir do dia em que decidiu dar uma pausa no trabalho e ir ver um dos filhos jogar basquete num campeonato. Se impressionou com o talento do filho e ao descobrir que seu time estava sem um treinador, não teve dúvida: assumiu o cargo.

Vocação é chamado, logo…

Ao dar um jeito de encaixar na agenda os horários de chef de cozinha e treinador de basquete de um time de crianças, começou a mudar de vida e a alegria de trabalhar retornou, conseguindo dosar melhor o tempos das coisas.

O episódio sobre Ben Shewry nos permite enxergar uma das características mais importantes de toda vocação verdadeiramente realizada: a integração de todas as partes da vida numa única forma.

Outro exemplo disso é o primeiro prato que ele criou quando passou a ser o chef que queria ser. Quando criança, estava se afogando no mar e só sobreviveu porque seu pai, que o observava da praia, o resgatou. Ao criar seu prato original quis recriar essa experiência de afogamento e salvação. E criou, de forma genial.

É sobre essa integração na vida que falamos hoje na nossa aula sobre vocação lá na Confraria dos Náufragos. Confira no site!

Ah, na foto é o Ben com seu filho, Kobe, aquele do basquete. Aí Ben estava ensinando ao Kobe como se virar na praia, repetindo com o filho o que o pai havia lhe ensinado. 

Os Náufragos
jan 04, 2019 - 13:57

“Tenho um mandamento novo para você: amai uns aos outros como eu vos amei. Você me ensinou isso, não foi?”
 
Esta foi a resposta de Maggie ao seu pai, Hershell, no 7º episódio da 2ª temporada de The Walking Dead, ao saber que o pai tinha mandado a turma embora de sua fazenda dizendo: “Por que eu seria responsável por eles?”
 
A segunda parte desta temporada é o enterro definitivo da esperança de que as coisas voltariam a ser como eram, com uma luta imensa para não perder a fé de que algo ainda haveria para se ter esperança, ainda que eles não fizessem a menor idéia do que seria.
 
É sobre isso e muito mais nossa aula de hoje na Confraria dos Náufragos. 
Os Náufragos
jan 02, 2019 - 14:32

Dica de Livro – A Primeira Investigação de Maigret

Quando nos perguntam quem somos e o que queremos, no fim das contas, com este projeto d’Os Náufragos, temos a resposta na ponta da língua:

– Queremos ser como Maigret, orientadores de destinos!

Se você ainda não conhece o famoso personagem dos romances policias de Georges Simenon, esteja repreendido em nome do Senhor!

Na foto abaixo você vê o próprio Simenon personificando Maigret, que temos certeza é quem ele gostaria de ter sido na vida também. E foi, em alguma medida.

Mas o que é ser como Maigret, exatamente? Isso:

“A profissão que sempre desejara exercer não existia de fato. Jovem ainda, na aldeia, percebeu que muita gente não ocupava o próprio lugar, assumia um caminho que não era o seu, unicamente por ignorância.

E imaginava um homem muito inteligente, sobretudo muito compreensivo, médico e sacerdote, por exemplo, alguém que compreendesse, à primeira vista, o destino dos outros.

Esse homem seria consultado como se consulta um médico. E seria, de certo modo, um orientador de destinos. Não só por ser inteligente. Talvez não fosse necessária uma inteligência excepcional, e sim a capacidade de viver a vida de todos os homens, de colocar-se no lugar deles.

Maigret nunca falara sobre isso com ninguém: não ousava pensar muito no assunto, pois acabaria zombando de si mesmo. Por não ter completado o curso de medicina, acabara entrando na polícia por acaso. Teria sido mesmo por acaso? Os policias não são às vezes orientadores de destinos?”

Assim como escritores, psicólogos e professores. 

Se você quiser começar a ler as histórias de Maigret comece pelo livro cujo trecho citamos: “A Primeira Investigação de Maigret”.

O Chico fez um vídeo falando mais e melhor desse livro, escolhido especialmente para ser nossa primeira postagem do novo ano.

Não só porque é perfeito para (re)começos, mas também por ser ideal para entender melhor o que é uma vocação, um dos nossos temas centrais da Confraria dos Náufragos! 

Os Náufragos
dez 31, 2018 - 12:42

Chega de 2018?
 
Aqui ainda não!
 
Temos uma sugestão de promessa de ano novo para você. Trata-se da regra 7 do livro do Jordan Peterson, “12 Regras Para a Vida”:
 
“Busque o que é significativo, não o que é conveniente”.
 
Tudo que é conveniente o é porque algum significado tem para nós. Como discernir, então, quando o que é conveniente nos prejudica ou atrapalha ou quando algo é mais significativo do que aquilo que convém no momento?
 
Por exemplo, toda auto-ajuda é conveniente, mas nada significativa se for para usá-la como as promessas de ano novo que você sempre faz e nunca cumpre.
 
Convém, outro exemplo, você ler esse livro se sua vida está um caos e você quer se dar uma ordem mínima. Nesse caso, conveniente e significativo são a mesma coisa. Mas se você apenas se encantar com o conteúdo da obra sem nunca aplicar as regras na prática, desperdiçou ambos.
 
Como fazer para buscar o que é significativo, não apenas quando conveniente?
 
É disso e muito mais que tratamos na aula de hoje na Confraria dos Náufragos. Corre lá assistir e terminar esse 2018 de maneira mais significativa, o que é muito conveniente para começar 2019 do jeito certo! 😉
Os Náufragos
dez 30, 2018 - 10:07

I Am David

Última sugestão de filmes para náufragos de 2018.

É claro que temos de terminar o ano com esperança no próximo e “I Am David” é daqueles filmes que restauram toda esperança!

Tanto é assim que você se alegra até escutando Cold Water, do Damien Rice. Quem conhece sabe quão difícil seria isso com essa música. Confira então como ela é transmutada nesse filme!

Desafiamos você a não se emocionar com a história desse menino.

Os Náufragos
dez 29, 2018 - 17:44

Estamos quase completando a primeira temporada de Chef’s Table em nosso clube do seriado lá na Confraria dos Náufragos.
 
Quem nos acompanha sabe que nosso interesse na série não foi por causa da gastronomia, culinária ou algo assim, mas em vocação.
 
Chef’s Table é um seriado precioso para nos mostrar várias características essenciais da vocação, como a sua presença marcante na infância, por exemplo.
 
Não importa se a sua infância foi uma benção vocacional que lhe deixou claro o caminho a seguir e muito lhe ajudou a trilhá-lo ou se, ao contrário, foi repleta de adversidades e até contrária à sua vocação. Ou ainda se sua infância parece ser completamente irrelevante para sua vocação.
 
No primeiro caso a importância da infância para a vocação é óbvia; no segundo, igualmente, porque se tratará de superar e transcender as adversidades para descobrir e realizar a vocação; e no terceiro caso o sujeito claramente não faz ideia da sua vocação porque, se fizesse, saberia que é IMPOSSÍVEL não haver relação entre infância e vocação.
 
Não entendeu?
 
Então assista aos episódios sobre Massimo Bottura, Niki Nakayama e Magnus Nilsson que são exemplos dos 3 casos, respectivamente. Sobre Massimo já falamos no nosso clube e na aula de hoje comentamos sobre Niki e Magnus.
Os Náufragos
dez 27, 2018 - 12:07

Podcast #51 – 2019, o ano da Marmota?

Último podcast do ano.

Ou não?

Entenda escutando!

Os Náufragos
dez 26, 2018 - 18:36

Masterclass #6 – A História da Sua Vida (em A Felicidade Não Se Compra)

Nosso presente de Natal a todos que nos acompanham por aqui, sejam confrades ou não.

Feliz Natal!

Os Náufragos
dez 26, 2018 - 15:14

Aulas 08 e 09 – “Em Busca de Sentido”

Victor Frankl contou que a primeira coisa que os nazistas faziam com os novos prisioneiros nos campos de concentração era “desinfetá-los”.
 
Para tanto, tudo que carregavam tinha de ser entregue. Um guarda vinha e gritava:
 
“Dentro de dois minutos vocês têm que estar completamente nus. Atirem tudo no chão; não podem levar nada, exceto sapatos, cintos ou suspensórios, um par de óculos e, no máximo, o bragueiro de quem tem hérnia. Vou cronometrar dois minutos: já!”
 
Frankl ficou apenas com seus óculos e um cinto, que logo depois foi trocado por um pedaço de pão. Quanto aos sapatos, bastava serem de relativa qualidade que os soldados levavam embora, deixando em seu lugar um par qualquer que não servia.
 
A foto abaixo é do Museu do Holocausto aqui de Curitiba. São sapatos recolhidos nesses campos de concentração. Ninguém sabe a quem pertenceram. Quando visitei o museu esses sapatos me comoveram muito. Porque lembrava do que Frankl dissera e de como só sobrava aos prisioneiros sua existência “nua e crua”.
 
Mas em muitos casos nem isso sobrava, somente podendo restar os sapatos sem dono, testemunhas daquilo que Frankl também disse: “Ninguém consegue acreditar que de fato tiram literalmente tudo da gente.”
 
O que fazer numa situação semelhante, em que parece terem tirado tudo da gente?
 
A lição de Frankl é esta: “Faço aquilo que representa o ápice de toda essa primeira fase de reações psicológicas: dou por encerrada toda minha vida até ali.”
 
Na aula desta semana do Clube do Livro “Em Busca de Sentido”, o Jota comenta mais e melhor sobre como fazer isso, dar por encerrada sua vida até aqui, citando também os exemplos de Nicolae Steinhardt e Alexander Soljenítsin.
Os Náufragos
dez 25, 2018 - 12:39

“Estranho, não é? Cada vida humana toca tantas outras vidas. Quando alguém não está mais aqui deixa um vazio terrível, não deixa?”

Talvez você não concorde com o anjo Clarece de “A Felicidade Não Se Compra”. Talvez você acredite que se sumisse ninguém sentiria sua falta, ou muita pouca gente sofreria.

Mas se pensa assim, pensa errado. Muito errado. E só pensa assim porque não está contando a sua própria história direito.

“A Felicidade Não Se Compra”, dentre tantas outras virtudes, tem uma que nenhum outro filme tem: consegue nos mostrar como devemos contar nossa história de vida.

Será que você está contando a sua história direito?

Eis nosso presente de Natal à você que acompanha nosso trabalho. Espero que goste!

Desejamos a todos um feliz Natal!

Os Náufragos
dez 21, 2018 - 10:38

Simplesmente Amor – Filme Para Náufragos

A dica de filme da semana só poderia ser natalina, é claro!
 
Já assistiu à “Simplesmente Amor” (Love Actually)?
 
Se não, tsc, tsc…
 
Mas você que assistiu, já viu também o especial de TV feito ano passado (Red nose day actually) mostrando como estão alguns dos personagens principais 14 anos depois?
 
Se não, tsc, tsc…
 
Tem por aí pela internê e é curtinho, dá uns 15 minutos. Vale a pena (re)assistir à ambos. E, sim, é o “Rick Grimes” de TWD nas fotos. Novinho no primeiro filme, em uma das cenas mais marcantes que obviamente foi recriada no especial para TV tirando um sarro legal da barba.
 
Um aperitivo desse especial, na fala da portuguesa casada com o personagem do Colin Firth:
 
“Se tiver sorte em tua vida você será 60% feliz. Há tantas complicações e desilusões, nunca se consegue atingir os 100%. Mas, se encontrar o amor, aí você consegue sentir a sensação de ser 100% feliz.”
 
O primeiro filme é a nossa dica da semana da Confraria dos Náufragos e no vídeo que já está no ar o Chico fala sobre como todas as histórias de amor do filme estão embaladas para presente no amor maior que é o Natal.
 
E o que significa esse amor do Natal? Que ele nasce, mas não morre, fica, permanece e sempre se renova, desde que seja para amar como Ele nos amou.
Os Náufragos
dez 20, 2018 - 18:46

Podcast # 50 – Especial de Natal

Os Náufragos
dez 19, 2018 - 17:49

Felicidade – Dica de Livro

Herman Hesse, coitado, acabou sendo considerado um hippie, ou como essa turma prefere, um de seus “gurus”.

Com a época hippie se esfumaçando no tempo, graças a Deus, Hesse passou a ser cooptado pela turma da auto-ajuda. 🙁

Até faz sentido, nos dois casos, mas etiquetá-lo assim é perder o melhor que Hesse tem a nos oferecer. E o que seria? Em suas palavras:

“Mas como era isso? Acaso o “Hóspede das termas” e todos os meus livros foram escritos para difundir conhecimentos objetivos no povo? Certamente queriam servir à verdade, mas no sentido da honestidade que contém toda a expressão de pensamento, uma sinceridade cuja lei força o autor a uma ampla exposição de sua pessoa, não raramente a uma auto-revelação, sacrifício que nenhum leitor jamais entendeu inteiramente.

Eu pretenderia partilhar com meus leitores algo além dos resultados de minha própria experiência de pensamento, com isso sempre um trecho do caminho pessoal que me levara a tais vivências? Acaso eu alguma vez bancara o ditador, o sabichão, o padre ou o mestre que anuncia suas verdades com a autoridade do seu ofício, mas nada diz de suas lacunas e dúvidas?

Acaso não fora esse o meu papel: partilhar com meus leitores não apenas meus pensamentos e convicções mas também minhas dúvidas, bancando diante deles não uma autoridade ou um iniciado, mas apenas mostrando a mim mesmo, um irmão que procurava e podia errar?”

Preciso dizer o quanto isso expressa o que tentamos fazer também aqui n’Os Náufragos? Não, né. Ou seja, a partir de hoje, á-há, ú-uhu, Herman Hesse é nosso!

Esse trecho faz parte de um dos ensaios constantes de “Felicidade”, que é nossa dica de leitura de hoje aqui na Confraria dos Náufragos. O Chico fez um vídeo falando mais sobre o livro. Confira! 

Os Náufragos
dez 18, 2018 - 16:11

Nova aula do Clube do Seriado The Walking Dead

Quem aí fica triste no fim-do-ano?

Infelizmente, muitos ficam. Porque fim-de-ano é sempre encerramento de um ciclo, com consequente balanço de tudo e aí, aí, meu amigo náufrago, é quando a coluna das “coisas boas” perde feio para a das “coisa ruins”.

Tem uma bela canção de Frank Sinatra chamada Cycles (Ciclos), em que o sujeito é um náufrago daqueles. A mulher o deixou na semana passada e na última sexta ele foi demitido. A música termina com esses versos:

“Sabe, é até engraçado
Mas as coisas não podem ficar piores do que estão
Então tentarei seguir cantando
Mas, por favor, não me pergunte como”

Quem nunca?

A música é tristonha, da fase “leão abatido” do Frank, mas não depressiva. O cara tá numa merda quase completa, mas mantendo a cabeça erguida, falando que a vida é feita de ciclos e tentando seguir em frente.

Como o Shane, personagem de The Walking Dead. Quem assistiu à segunda temporada do seriado creio que entenderá do que falo.

Se não, confira a aula de hoje na nossa Confraria dos Náufragos sobre os episódios 4, 5 e 6 desta segunda temporada, que simboliza bem esse período em que um ciclo está morrendo, com o Shane percebendo que não terá mais lugar no novo ciclo que se inicia.

Os Náufragos
dez 17, 2018 - 14:15

Aula 6 – Clube do Livro “12 Regras para a Vida”

Chegamos à metade do livro de Jordan Peterson e uma coisa tem de estar clara nesta altura: que as regras conversam entre si, há uma lógica que as “amarra”.

Esta 6ª, por exemplo, complementa a 4ª. Nesta, a ordem era tentar ser melhor do que se foi ontem. Agora é uma regra que vem quando essa atitude de procurar ser melhor já está sendo aplicada, para evitar que o amor-próprio que consequentemente crescerá com a melhora não se torne desmedido e insensato.

Deixar sua casa em perfeita ordem antes de sair criticando o mundo é uma regra perfeita para você que acha que sabe tudo o que está de errado nos outros e tem a receita para resolver e não pensa duas vezes em vomitar na pessoa.

“Olha, quando eu comecei a ser melhor do que eu era ontem as coisas se resolveram, é só você…”

E assim vai: “É só você fazer isso ou aquilo”, quem nunca ouviu ou disse isso para alguém?

Pois esta sexta regra faz você conter o ímpeto de bancar o gostosão ou a gostosona e se fazer esta pergunta: “Você já arrumou sua vida?”

TODA sua vida?

Então, nada de sair cantando vantagem ou “ensinando” como os outros devem viver e ‘bora arrumar o que ainda tem pra ser arrumado, que pode ser muita coisa.

No capítulo desta regra Jordan dá algumas dicas práticas preciosas para seguir colocando ordem na “casa” e comentamos mais à fundo na aula de hoje aqui na Confraria dos Náufragos.

Os Náufragos
dez 13, 2018 - 16:04

#Podcast 49 – Especial Roberto Carlos!

Não fuja!
 
Calma!
 
Espera!
 
Não é o Roberto Carlos que você está pensando!
 
É o Rei como você NUNCA escutou antes, garanto!
 
Seria possível um especial do Roberto Carlos diferente, não apenas feito de nostalgia pela nostalgia?
 
Ah, meu querido náufrago, minha querida náufraga, você não sabe o que estará perdendo se não escutar nosso podcast especialíssimo de fim-de-ano.
 
Todo ano faremos um podcast especial temático com músicas do Roberto Carlos (ao menos até esgotarmos as coisas que prestam dele, claro) e é claro que o primeiro de todos só poderia ser o Roberto Carlos Náufrago!
 
Dê um voto de confiança e confira, você não se arrependerá! 😉
Os Náufragos
dez 12, 2018 - 11:20

Masterclass #5 – A Descoberta do Imaginário

Quem nos acompanha por aqui sabe o quanto o desenvolvimento da imaginação é essencial. Por isso mesmo trabalhamos tanto com filmes, seriados, livros, e músicas.
 
Porque é impossível desenvolvê-la sem alimentar seu imaginário com mais e melhores imagens com que sua imaginação possa trabalhar. A imaginação só funciona combinando, associando imagens, nunca criando “do nada”.
 
Claro que isso leva, por consequência, à formação ou reforma do seu imaginário.
 
Mas o que é o imaginário?
 
Até podemos ter uma noção do que seja e para que serve, mas seja sincero: você o percebe de forma tão concreta quanto percebe a sua memória? Consegue usá-lo com a mesma facilidade e consciência com que se recorda de algo?
 
Por isso, de nada adianta sair atrás de um conceito, uma definição, sair pedindo bibliografia para estudar e compreender melhor o imaginário se você não o percebe, não o sente, como percebe e sente seu olho e faz uso consciente da sua visão, por exemplo.
 
Mas como percebê-lo assim, tão concretamente?
 
É para isso que estamos aqui, oras.
 
Já assistiu ao filme “A Chegada”?
 
Não, não é só mais um filminho de ficção científica sobre aliens etc e tal. Faz uma rara e excelente reflexão sobre o Tempo e a Linguagem que serve para você ter uma experiência mais concreta com o seu próprio imaginário.
 
É para ajudá-lo a ter essa experiência que gravamos uma masterclass mais do que especial comentando a fundo esse filme para falar sobre o imaginário e que se encontra disponível para os confrades da Confraria dos Náufragos.
 
Assista à aula “A Descoberta do Imaginário” e também descubra que não há como responder essa pergunta da foto feita no filme sem ter um imaginário robusto e bem formado. Confira!
Os Náufragos
dez 11, 2018 - 14:19

Aulas 06 e 07 – Clube do Livro “Em Busca de Sentido”

Sempre que uma tragédia nos acontece há um intervalo maior ou menor de tempo para que o horror da sua realidade se instale completamente e outro para ser aceito.
 
Entre receber a notícia da morte de alguém próximo e aceitarmos a realidade dessa morte, vai uma distância. Entre aceitar a realidade e superar a perda, outra.
 
Entre escutar o médico diagnosticando uma doença incurável e a aceitação de que é incurável mesmo, vai uma distância. Entre adoecer e morrer, outra.
 
Nesses intervalos vivemos o que a psiquiatria chama de “ilusão de indulto”, que é a vã esperança de acreditar que até o último instante seremos poupados ou que não será tão ruim assim.
 
Viktor Frankl quando chegou ao campo de concentração de Auschwitz se deparou com a imagem da foto abaixo, de outros prisioneiros já por ali há mais tempo e sua ilusão de indulto foi esta:
 
“Nem é tão má a aparência dessa gente, eles estão visivelmente bem humorados e até rindo; quem diz que não chegarei também à situação relativamente feliz desses prisioneiros?”
 
Só aos poucos a realidade foi se impondo. Em suas palavras: “O horror tomava conta de mim, e isto era bom: segundo a segundo e passo a passo precisávamos nos defrontar com o horror.”
 
E isto era bom….
 
Difícil de entender e aceitar, não?
 
Para tanto é preciso ler, meditar, reler, meditar o seu relato sobre o período em que esteve preso neste campo de concentração, contido na sua obra-prima “Em Busca de Sentido”, que estamos trabalhando em nosso Clube do Livro aqui na Confraria dos Náufragos.
 
Hoje saíram duas aulas sobre a obra,falando justamente sobre essa “ilusão de indulto”. Confira!
Os Náufragos
dez 10, 2018 - 16:14

“Quando você vive como eu, você deixa algum dano pelo caminho.”

Quem assistiu ao episódio sobre um dos mais famosos chefs do mundo, Francis Mallmann, na primeira temporada de Chef’s Table, disponível na Netflix, tem uma pálida noção de alguns desses danos que ele confessa ter deixado pelo caminho. Especialmente aos seus filhos.

“Não são apenas flores. É um pouco egoísta, de certa forma. Mas para mim não há outra saída.”

Francis Mallmann é um fruto perfeito e acabado do estilo de vida da geração dos anos 60, que é a mensagem que ele quer passar com seu trabalho. E o faz com muita competência.

Como conquistou a liberdade quase total que tantos buscavam, mas poucos conseguiram, sua biografia acaba sendo um exemplar raro do que significa realmente viver esse estilo de vida que, na prática, não vai além do combo egoísmo + hedonismo.

É um estilo de vida sedutor, inspirador até, mas que não deixa espaço para mais nada nem ninguém além do Narciso auto-construído.

Contrastar a vida de Mallmann com a de outros chefs do seriado é, aliás, uma maneira excelente de visualizarmos como as vocações podem ser tão diferentes, ainda que sendo a mesma.

Comentamos mais e melhor sobre Mallmann e sua vocação namais nova aula de nosso Clube do Seriado Chef’s Table, disponível na Confraria dos Náufragos.

Confira! 

Os Náufragos
dez 07, 2018 - 17:27

My Own Man – Filme Para Náufragos

Dica de filme para náufrago para este fim-de-semana.

My Own Man é um documentário interessante em que o próprio diretor é o objeto documentado. David Sampliner tinha 40 anos quando sua esposa ficou grávida, o que o deixou em crise.

David se deu conta que não era um homem maduro o suficiente para ser pai. Sim, aos 40 anos… O documentário, então, retrata seu processo de busca e conquista dessa maturidade masculina.

Acompanhamos David fazendo curso de empostação de voz, participando de um grupo de caça e tentando aprender com seu pai. Mas o que realmente o instalará na maturidade será o nascimento do seu filho.

Vale a pena assistir ao filme que mantém um bom humor indispensável, com David rindo de si várias vezes, e sendo honesto e sincero o suficiente para servir de bom exemplo de como e por que amadurecer.

Confira o vídeo com comentários do Jota sobre o filme clicando na imagem ou na sua área de membros! 

Os Náufragos
dez 06, 2018 - 16:50

Podcast #47 – Um Guru Para Chamar de Seu

Tony Robbins é um dos mais bem sucedidos palestrantes motivacionais que há por aí e dos mais importantes divulgadores da PNL.
 
Também é autor de vários livros e atua como “life coach”, tendo por cliente figuras conhecidas como Bill Clinton, Sir Anthony Hopkins, Arnold Schwarzenegger e Quincy Jones.
 
Um cara desses é claro que não passaria batido pelos Náufragos! 🧐
 
Na Netflix há um documentário muito interessante sobre um de seus seminários, chamado “Encontro com o Destino”, que permite enxergar de perto como é seu trabalho e quem ele é no dia-a-dia.
 
Tem tanta coisa para comentarmos que só poderíamos ter feito um podcast sobre isso, é óbvio!
 
Quer saber o que achamos do documentário e do Tony, o tigrão dos sucrilhos motivacionais? Pois confira:
 

Os Náufragos
dez 05, 2018 - 11:07

“A harmonia do corpo e da alma… Nós, na nossa cegueira, separamos estas duas coisas para inventar um realismo vulgar e uma idealidade vazia!”

Eis um trechinho significativo dessa obra prima de Oscar Wilde, “O Retrato de Dorian Gray”, que produz um símbolo poderoso, por ser bastante didático, sobre a Beleza.

A aparência de beleza não é a Beleza em si, como nos ensina o famoso ditado popular “quem vê cara, não vê coração”.

Na obra de Wilde temos um retrato exemplar do quanto a beleza aparente, corporal, material, é nada se separada da sua essência, do bem que ela deveria ser um sinal de presença, ao menos. Atrai, mas não retém. Conquista, mas não entrega.

No livro, o constante distanciamento entre a aparência de beleza e a beleza verdadeira nos mostra o que isso realmente significa: a perversão do bem.

Eis um livro excelente também para quem quer entender melhor o que é a chamada “imaginação moral” e que muito recomendamos lá na nossa Confraria dos Náufragos, onde disponibilizamos um vídeo comentando mais e melhor sobre a obra.

Confira na sua área de membro ou clicando na imagem acima! 

Os Náufragos
dez 04, 2018 - 10:00

Aula 06 – Clube do Seriado The Walking Dead

– O senhor está louco?
– Minha senhora, quem não está?
 
Esta cena no 3º episódio da 2ª temporada de The Walking Dead envolvendo Rick, Lori e Hershell, culminando neste diálogo dos dois últimos é perfeita para ilustrar o efeito terapêutico desse seriado no espectador.
 
Lori interrogava Hershell sobre sua qualificação médica para cuidar e operar Carl, seu filho. Ao descobrir que ele era um veterinário, Rick quase desmaia e Lori perde o chão, fazendo a pergunta acima que faria todo o sentido se eles ainda vivessem no mundo de antigamente, antes do apocalipse zumbi. Mas ali, naquelas circunstâncias, ter um veterinário era um verdadeiro milagre, muito mais do que poderiam esperar.
 
Por isso a resposta de Hershell é sen-sa-cio-nal! 🙂
 
Porque devolve Lori à realidade. O efeito no espectador, pelo riso involuntário que a resposta causa, é parecido, porque é grande o peso emocional da situação vivida por Rick e Lori com seu filho à beira da morte e não há quem não se conecte com isso.
 
E porque a conexão se dá tão fortemente com esse naufrágio emocional de ambos que a resposta de Hershell nos resgata do exagero sentimental e nos devolve à realidade em que temos é de ser muito gratos pelo milagre de ao menos ter alguém ali capaz de tentar salvar Carl.
 
Viktor Frankl que viveu em certo sentido algo até pior do que um apocalipse zumbi, que foi estar preso sem perspectiva de nada num campo de concentração, disse o quanto o bom humor e principalmente a capacidade para rir de si mesmo eram fundamentais para a sobrevivência: “o humor constitui uma arma da alma na luta por sua autopreservação” e que “a vontade de humor – a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada – constitui um truque útil para a arte de viver”.
 
O “truque” de Hershell funcionou por isso, tornando leve para nós, espectadores, o que estava pesado demais.
 
Não por acaso depois que conseguiu sair do campo de concentração Frankl incluiu em sua logoterapia técnicas para fazer o paciente rir de si, de sua situação, de sua vida, pois sabia que isso devolvia ao caminho de uma cura.
 
E por devolver à realidade, também pelo riso em alguns momentos como este, é que TWD tem um potencial terapêutico imenso para os náufragos existenciais. É sobre isso que falamos em nossa aula sobre este e outros episódio no nosso clube do seriado The Walking Dead. Confira. 
Os Náufragos
dez 03, 2018 - 14:52

Aula 05 – Clube do Livro do Jordan Peterson

Aí você está lendo o “12 Regras Para A Vida”, tentando aplicar as quatro primeiras quando vem a quinta te considerando um pai de família tendo de educar seus filhos.

E se não tenho filhos nem perspectiva de tê-los por enquanto? Posso pular para a sexta regra, então? 🤔

Não, nada disso.

Se você prestar atenção na lógica encadeando cada regra disposta no livro perceberá que até aqui boa parte da ordenação do seu caos está em melhorar minimamente sua vida fazendo você prestar atenção e se dedicar naquilo que lhe faz bem: tenha coragem para fazer isso, cuide de você, procure amigos melhores e não se compare com os outros, apenas com quem você foi ontem.

Em resumo, são essas as quatro primeiras regras. Há aí uma tentativa de recuperar um mínimo de amor-próprio saudável, o que significa obter uma série de pequenos prêmios, recompensas, que te motivam a seguir em frente.

Acontece que chega um momento em que você terá também de dizer “não” a você, adquirir uma disciplina, aprendendo a sacrificar algo hoje para conquistar algo melhor amanhã, e nessa hora você terá de tratar você mesmo como uma criança que precisa ser educada.

Entendeu como essa regra faz sentido mesmo se você não tem filhos?

É uma forma de você enxergar a parte “chata” de tentar dar ordem à vida, a parte dos sacrifícios, do abrir mão, não pela perspectiva de quem padece dessas regras, mas de quem enxerga o bem que o aparente “mal atual” causará, como um pai que ao castigar o filho sabe que o está ensinando a ser alguém melhor quando crescer.

Colocar-se na perspectiva do adulto, de alguém maduro, faz com que você reclame e se comporte menos como criança. 

Comentamos muito mais dessa regra em nossa Confraria dos Náufragos. Confira na sua área de membros ou clicando na imagem acima. 

Os Náufragos
nov 30, 2018 - 17:16

Três Vezes Amor – Filme Para Náufragos

“Eu sei que o amor não é um conto de fadas.” 💔

Clichezão, certo?

Não quando quem fala é uma menina de 11 anos de idade tendo de lidar com o divórcio dos seus pais.

Definitely, maybe (Três vezes amor) é daquelas comédias românticas que se parece com todas as outras comédias românticas. E é. Mas das melhores, e não apenas isso.

História muito bem roteirizada, com os temas bem encaixados e dialogando entre si, como o amadurecimento, vocação, naufrágio existencial, relação pai e filha e, claro, relacionamentos amorosos.

O mote do filme é o pai contando para a filha a história de seus 3 relacionamentos sérios vividos para que a menina descobrisse de qual deles ela é o resultado.

Uma comédia romântica para funcionar precisa que seu ritmo e atmosfera sejam enternecedores, o que Definitely, Maybe consegue com perfeição. Há várias cenas comovedoras, mas sem ser piegas.

Comentamos mais sobre esse filme, explicando por que ele ilustra bem a masterclass lançada esta semana, Guia de Sobrevivência a um Relacionamento, em especial a quinta regra de que nenhum relacionamento acontece naturalmente, mas exige uma decisão e um esforço constante. Confira na sua área de membro ou clicando na imagem acima. 

Francisco Escorsim
nov 29, 2018 - 11:08

Podcast #47 – As Incertezas da Vida

“Ninguém sabe o que é a morte, mas não faz muita diferença porque também nunca sabemos o que é a vida.”

Vai dizer que Antonio Lobo Antunes não tem razão?

Não sabemos mesmo, o que não significa que não tentemos e o mais novo filme dos irmãos Coen, feito para a Netflix, “The Ballad Of Buster Scruggs”, não é outra coisa senão uma meditação sobre a vida e a morte.

E que meditação sensacional, como esta de um dos protagonistas:

“Acredito que a certeza naquilo que podemos ver e tocar raramente é justificável ou nunca. De todas as nossas eras, quais certeza sobreviveram? E no entanto fabricamos algumas em busca de conforto.”

O filme é um conjunto de 6 contos aparentemente sem conexão, mas umbilicalmente ligados pela presença constante da morte. E não é isso que nos une também? Ou há alguma outra certeza nessa vida além do fato de que todos morreremos?

É um pouco sobre isso e muito mais que comentamos no podcast da semana. Confira: 

Os Náufragos
nov 28, 2018 - 11:39

Masterclass #4 – Guia de Sobrevivência a um Relacionamento

“Há uma grande lição em “A Bela e a Fera”, que uma coisa precisa ser amada antes de ser amável”.

Espera!

Não siga lendo como se a frase acima do Chesterton fosse compreensível à primeira vista.

Porque não é.

E só se torna compreensível mesmo quando conhecemos o contos de fadas à que se refere. Mas se você tentar enxergar isso na sua vida amorosa, aí…

Aí essa frase perde todo o sentido, sejamos sinceros!

Queremos ser amados ainda que não sejamos amáveis, mas quem aí está disposto a amar o que não parece amável?

Pois é. 😥

Acontece, meu caro náufrago do coração, que TODO relacionamento amoroso exige EXATAMENTE isso.

Porque o encanto acaba, a paixão esfria e tudo o que resta é o outro que vai se tornando aos poucos cada vez menos amável se você decidir amá-lo apenas e tão-somente quando ele for e estiver amável.

Difícil?

Nem tanto. Exige esforço, é certo, mas é (muito) recompensador, dá sentido à toda sua existência.

Mas se você não sabe nem por onde começar, fique tranquilo e conte conosco! 👊

Vamos ajudá-lo a sobreviver em um relacionamento, começando com 5 dicas (na verdade, regras) preciosas:

1) Seu parceiro não é seu inimigo.

2) Toda relação é um processo.

3) Conheça os seus defeitos e suas qualidades.

4) Conheça muito bem o seu parceiro.

5) Nada acontece naturalmente.

A frase do Chesterton se encaixa nesta quinta dica e as demais se tornam auto-evidentes se essa quinta for compreendida e aceita.

Mas aí que está, né? Precisamos de mais ajuda com isso.

Por isso temos aqui uma masterclass inteiramente dedicada a explicar melhor e aprofundar muito mais cada uma dessas regras. Confira em sua área de membros ou clicando na imagem acima! 

Os Náufragos
nov 27, 2018 - 10:31

Aulas 4 e 5 – Em Busca de Sentido

Olhe a foto, por favor.

Aposto que mesmo sem explicação você já sabe do que se trata. Sim, são prisioneiros em um campo de concentração nazista.

Para não morrer de fome, todos precisavam trabalhar como escravos para ganhar em troca cupons-prêmio que por sua vez eram pagos em cigarros que por sua vez eram trocados por sopas. Cada cigarro equivalia à uma sopa.

Ninguém poderia se dar ao luxo de fumar os cigarros. Sem as sopas, morreriam de fome. Por isso, Victor Frankl nos conta: “Quando um colega começava a fumar seus poucos cigarros, já sabíamos que havia perdido a esperança de poder continuar – e, de fato, então não aguentava mais.”

Eis um trecho de sua mais famosa obra, “Em Busca de Sentido – um psicólogo no campo de concentração”, em que relata o que lá viveu e como sobreviveu. Numa circunstância infernal dessas, é claro que o pior em cada um se manifestava para tentar sobreviver:

“É violenta a luta pelo pão de cada dia e pela preservação e salvação da vida. (…) somente conseguiam manter-se com vida aqueles que não tinham escrúpulos nessa luta. (…) Todos nós que escapamos com vida (…) sabemos e podemos dizer, sem hesitação, que os melhores não voltaram.”

Frankl foi um dos que voltaram e é por isso que seu relato não é “apenas” uma história sendo contada, é algo muito maior, mais difícil e significativo: é uma confissão.

“O manuscrito já estava concluído quando me convenceram de que uma publicação anônima comprometeria o seu valor, visto que a coragem da confissão eleva o valor do testemunho. Por amor à causa, portanto, desisti também de cortes posteriores (…)”

Nenhum de nós passou por uma situação extrema assim, mas quantas vezes não preferimos satisfazer pequenos prazeres,”fumar nossos cigarros”, em vez de lutar por algo melhor e mais necessário?

E quando lutamos, quantas vezes não abandonamos toda moral e só agimos para ganhar a qualquer custo?

E quantos de nós temos a coragem de confessar quando fomos fracos ou maus? Aliás, quantos de nós sabemos o que é, de fato, uma confissão e qual o seu valor?

Por isso, este livro de Victor Frankl é muito mais do que um relato de um psicólogo num campo de concentração, mas um exemplo de confissão sem a qual nenhum sentido da vida é possível, salvo os fakes que vão se desmanchando à medida que a realidade vai se impondo.

Preciso dizer mais sobre quão importante é a leitura desse livro? Se quiser aprofundar muito mais o que pode aproveitar dessa leitura conheça nosso clube do livro na Confraria dos Náufragos. Hoje saíram duas aulas sobre ele. Confira na sua área de membros ou clique na imagem e vá direto à página das aulas! 

Os Náufragos
nov 26, 2018 - 9:12

Aula 03 – Chef’s Table

Quem disse que realizar sua vocação é sinônimo de prazer e felicidade constante? 🤔

A vocação se tornou uma daquelas palavras mágicas parecendo carregadas apenas de coisas boas, maravilhas, realizações, conquistas, sucesso, fama e por aí vai.

Mas não é assim. Basta conhecer pessoas que realizam ou realizaram sua vocação para se constatar a quantidade imensa de esforço, trabalho, dedicação e sacrifícios que isso exige.

Além disso, uma vocação não se reduz a um trabalho, um ofício, uma carreira, mas envolve toda a personalidade e tem muito mais a ver com quem você tem de ser do que com o que você tem de fazer nessa vida.

Por isso o critério de realização de uma pessoa jamais pode ser apenas o de ter “se dado” bem no trabalho, na carreira.

Daí porque decidimos trabalhar em nosso clube do seriado com a série Chef’s Table, da Netflix. Porque nos fornece um raro retrato de várias biografias que possuem o mesmo ofício em comum, mas cujas vidas são as mais diversas, permitindo enquadrar a vocação em algo muito maior do que apenas o mundo do trabalho.

E aí descobrimos ou somos lembrados que ser bem sucedido na carreira pode perfeitamente acompanhar um naufrágio pessoal daqueles, como no caso de Dan Barber, famoso chef americano, que é, em suas palavras, feliz e infeliz ao mesmo tempo. Por quê?

Assista ao episódio sobre ele em Chef’s Table (2º da 1ª temporada) e descubra. Depois confira nossa análise a respeito na sua área de membros.

Os Náufragos
nov 23, 2018 - 11:46

Mais um Filme Para Náufragos

Sexta é dia de dica de filme aqui na Confraria. Já assistiu esse? Se não, confira na sua área de membros por que o recomendamos (e muito).

Francisco Escorsim
nov 22, 2018 - 14:02

Podcast #46

Comentamos o seriado Demolidor, da Netflix, no podcast da semana, que conversa de perto com a aula sobre a regra 4, do Jordan Peterson, que saiu esta semana. Confira:

 

Os Náufragos
nov 21, 2018 - 15:24
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Nova Dica de Leitura

Os Náufragos
nov 20, 2018 - 14:15
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Começamos a segunda temporada de TWD!

Os Náufragos
nov 19, 2018 - 16:00
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4ª Aula do Clube do Livro – 12 Regras Para A Vida

Os Náufragos
nov 16, 2018 - 18:14
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Sugestão de Filme para Náufragos

Os Náufragos
nov 16, 2018 - 9:12

Podcast #45 – A Revolução dos Bichos

Podcast da semana está no ar! Falamos sobre as obras mais famosas de George Orwell, A Revolução dos Bichos e 1984, a própria presença do orwellianismo no imaginário coletivo e as guerras de narrativas contemporâneas.

Os Náufragos
nov 15, 2018 - 13:16
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Masterclass – As 3 Marcas da Personalidade

Os Náufragos
nov 15, 2018 - 13:09
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Novas aulas sobre o livro “Em Busca de Sentido”

Os Náufragos
nov 12, 2018 - 18:10
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Aula 02 – Chef’s Table

Os Náufragos
nov 07, 2018 - 17:46
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Dica de Leitura

Os Náufragos
nov 06, 2018 - 10:27
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Final da 1ª Temporada de TWD

Os Náufragos
nov 06, 2018 - 9:59
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Aula 3 – Clube do Livro do Jordan Peterson

Os Náufragos
nov 02, 2018 - 16:55
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Mais uma boa dica!

Os Náufragos
nov 01, 2018 - 20:30

Podcast #43 – A Essência da Vocação

Já assistiu ao filme-documentário Jiro Dreams of Sushi, da Netflix? 

Se não, corre lá e assiste e depois escuta o podcast da semana que está imperdível e é obrigatório para quem está acompanhando o clube do seriado do Chef’s Table.

Os Náufragos
out 31, 2018 - 14:52
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Masterclass #2 – Ansiedade

Os Náufragos
out 30, 2018 - 11:34
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Estréia do novo Clube do Livro

Os Náufragos
out 29, 2018 - 23:59

Agenda da Semana (29 de outubro a 02 de novembro)

Os Náufragos
out 29, 2018 - 16:26
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Estreia novo Clube do Seriado

Os Náufragos
out 26, 2018 - 21:25
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Filmes Para Náufragos – Mais Uma Chance

Francisco Escorsim
out 25, 2018 - 15:55

Podcast #42 – Por que você não se mata?

No podcast da semana falamos sobre o livro Em Busca de Sentido, do Victor Frankl, que será trabalhado no Clube do Livro que começa na semana que vem!

Confira e compartilhe!

Os Náufragos
out 24, 2018 - 18:42
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Dica de Livro

Os Náufragos
out 23, 2018 - 12:01
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3ª Aula – Clube do Seriado The Walking Dead

Os Náufragos
out 22, 2018 - 19:41

Agenda da Semana (22 a 26 de outubro)

Os Náufragos
out 22, 2018 - 15:12
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2º Regra – Jordan Peterson

Os Náufragos
out 19, 2018 - 21:17
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3 “Filmes” Para Náufragos

Os Náufragos
out 18, 2018 - 15:00

Podcast #41

Quinta-feira será sempre dia de podcast na Confraria e o desta semana é feito especialmente para membros porque o Jota e o Chico explicam por que escolheram os seriados, livros e filmes com que começamos nosso trabalho por aqui.

Está imperdível, confiram: 

Os Náufragos
out 15, 2018 - 15:05

Seja bem-vindo!

Eis a nova casa d’Os Náufragos!

Sinta-se à vontade para passear pelo feed aqui onde serão anunciadas as novidades constantes da Confraria. Mas não precisa se prender ao feed, pode ir também direto ao conteúdo que te interessar.

Os conteúdos abertos, todos os textos que já publicamos e podcasts que gravamos, estão disponíveis na área do Blog e Podcasts, que você pode acessar pelo banner lateral (se estiver em computador) ou abaixo do feed (se estiver no celular). Eles continuam gratuitos para quem quiser ler e escutar.

Já os conteúdos exclusivos para assinantes podem ser acessados na área de membros. Cada curso, clube do livro, clube do seriado, masterclass, filmes para náufragos e dicas de leitura estão ali organizados para você não perder nada e nem se perder nesse mar de novidades!

Em breve publicaremos também um calendário de publicações futuras. Nesta semana de lançamentos tudo já está publicado e na quinta sairá novo podcast e na sexta mais uma dica de filme para náufragos. A partir da semana que vem todos os dias da semana haverá algo novo por aqui. 

Ah, e não perca o podcast desta semana porque nele não só explicaremos a razão da escolha das obras dos clubes do livro, seriado e masterclass, como também anunciaremos mais um seriado e livro que começaremos em breve.

Acredite, você nos usará mais do que usa a Netflix! 😉

Os Náufragos
set 14, 2018 - 16:16

O que é Masterclass?

É só um nome chique para o que antigamente chamavam de “Aula Magna”. As grandes faculdades do mundo sempre abriram seus anos letivos com uma sobre algum assunto relevante.

Na nossa Confraria dos Náufragos você encontrará masterclass diferentes, como você nunca assistiu antes. Ou vai nos dizer que já viu filmes, seriados, discos e temas sendo tratados como tratamos, com tanta profundidade?

Confira o primeiro teaser da nossa primeira Masterclass sobre dois filmes icônicos dos anos 80 que permanecem formando o imaginário de todos nós.

Os Náufragos
set 14, 2018 - 16:15
Nossas masterclass são exclusivas para membros.
Torne-se um confrade hoje mesmo.
ASSINE AGORA

Nova Masterclass disponível

Os Náufragos
set 14, 2018 - 15:40

Adivinha qual a primeira série do nosso Clube do Seriado?

Os Náufragos
set 14, 2018 - 15:39
Nosso clube do seriado é exclusivo para membros.
Torne-se um confrade hoje mesmo.
ASSINE AGORA

The Walking Dead – Nova aula disponível

Os Náufragos
set 14, 2018 - 15:24

Quer saber como funciona nosso Clube do Livro?

Pois então assista à nossa primeira aula sobre o livro 12 Regras Para A Vida, do Jordan Peterson, e experimente. Aqui comentamos apenas a introdução do livro e cada regra do livro será esmiuçada em aulas como esta. Confira:

Os Náufragos
set 14, 2018 - 15:00
Nosso clube do livro é exclusivo para membros.
Torne-se um confrade hoje mesmo.
ASSINE AGORA

12 Regras Para A Vida – Nova aula disponível

Os Náufragos
set 14, 2018 - 14:58

Tem algum curso na Confraria dos Náufragos?

Tem sim, senhor. Não um só, mas nove! NOVE. E vem mais por aí. Nossos cursos atuais tratam de 3 temas básicos: sentido da vida, vocação e relacionamentos. Ei-los:

  1. Buscando o Sentido da Vida
  2. Enfrentando a Crise dos 20 anos
  3. Enfrentando a Crise dos 30 anos
  4. Desenvolvendo sua Imaginação
  5. Como Começar um Relacionamento
  6. Como Terminar um Namoro
  7. Traição: como Lidar, Perdoar e Recomeçar
  8. Como Vencer as Frustrações Amorosas
  9. Como Lidar com os Pais na Vida Adulta

Você pode adquirir cada curso separadamente ou pode se tornar um membro da nossa Confraria dos Náufragos e ter acesso à todos, mais Clube do Livro, Clube do Seriado, Masterclass e muito mais.

Os Náufragos
set 13, 2018 - 17:34

Assombrações de um Zumbi

Já levou um pé na bunda?

Quem nunca, não é mesmo? Neste texto o Jota fala um pouco das consequências disso na vida. Confere no blog.

Os Náufragos
set 13, 2018 - 14:24

Maturidade é um dos temas mais importantes quando o assunto é Vocação. 

É preciso que tenhamos sempre em mente essa máxima: não existe vocação sem maturidade. Toda vocação precisa de alguém maduro para realizá-la, ou melhor, é preciso buscar a maturidade antes de buscar a vocação. 

Podemos até mesmo dizer que o passo anterior à vocação é a maturidade. 

O texto que se segue fala mais sobre isso e com certeza pode te ajudar: 

Maturidade #1 – caminho sem volta

Jota Borgonhoni
set 13, 2018 - 14:07

Esta, meus caros, é a melhor tirinha para um náufrago. 

Quando bater aquele desejo imenso de se revoltar, de xingar Deus, se fazer de vítima e desistir de tudo; ao invés de sair pra comprar cigarro e nunca mais voltar, olhe por cinco minutos essa tirinha.

Tá comprovado: ela resolve tudo!

Vou até colocar na parede do meu consultório, acho que atrás de mim. Certamente ela vai acabar com mais dramas existenciais que um bando de terapias alternativas, cristais e o escambau.

E eu ainda vou fazer um curso inteiro só sobre essa tirinha. Me aguardem! 

Francisco Escorsim
set 12, 2018 - 17:01

Espírito Esportivo

Uma das cenas mais impactantes das Olimpíadas de 2016, ocorrida aqui no Brasil, foi a do neto do treinador da seleção de vôlei feminino do Brasil, José Roberto Guimarães, chorando antes mesmo do time perder para a China e ser eliminado da competição.

Ao final, enrolado ainda na bandeira brasileira, o menino de 6 anos correu ao avô, sentado no banco de reservas, abraçando-lhe com força. O microfone captou o avô dizendo, inutilmente, “não chora, tá, não chora”. O rosto do menino, quase coberto no ombro de Zé Roberto, deixava à mostra um olhar atento. Ele assentiu tentou cumprir o pedido, tentar não chorar, chorando.

Escrevi á época sobre isso. Confira no blog.

Francisco Escorsim
set 10, 2018 - 18:18

Você sabia que da década de 1980 até 2012 o suicídio entre adolescentes de 15 a 19 anos aumentou 62,5% no país?

São dados informados pelo Ministério da Saúde e compõem o chamado Mapa da Violência publicado em 2014 e 2015.

Hoje é o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, ótima ocasião para compartilhamos um podcast que fizemos sobre o tema, comentando o seriado 13 Reasons Why.

Temos textos também sobre o assunto, mas nosso site está em reforma para receber a Confraria dos Náufragos, que em breve estará no ar, e quando estiver aí republicaremos todos eles.