Manifesto

Cada idade tem seu naufrágio.

Talvez você esteja por volta dos 20 anos, pouco mais, pouco menos. Foi levando a escola porque tinha de levar e agora chegou a hora de escolher, de verdade, um rumo na vida.

O mundo se mostra um emaranhado de encruzilhadas: faculdade ou intercâmbio; arranjar um emprego e parar de estudar ou conciliar as duas coisas; tentar ficar rico ou trabalhar com o que gosta ainda que não dê dinheiro; casar e ter família ou seguir buscando independência. Ou tanto faz, quem sabe?

Nessa idade, a passagem da juventude à maturidade cobra sua conta, ainda que não pareça.  O que costumamos fazer, na verdade, é algum arranjo que permita depois escolher diferente se der errado.

Até que vem o tédio, uma angústia imensa, aquela sensação de algo errado, e você nem sabe por quê. E é assim que o naufrágio acontece sem nem nos darmos conta.

Mas talvez você já tenha passado essa fase dos 20 anos, está perto dos 30, pouco mais, pouco menos. Agora, o que parecia que dava para deixar para depois, não dá mais. A passagem do tempo começa a doer. Seguir a vida adiando decisões te deixou perdido. As noites de sono agora foram trocadas pela insônia, e quase todo dia você pensa demais em tudo que poderia ter feito e não fez.

Talvez você seja bem sucedido, tenha conseguido seu espaço no mercado de trabalho, seja reconhecido, tenha uma situação material definida, confortável. Mas mesmo assim você tem a sensação de ter não conquistado nada e ainda está batendo cabeça procurando seu lugar, seu papel no mundo.

Talvez você seja casado(a), com filhos. Olha para seu esposo(a) e não vê mais sentido na relação e se pergunta: “onde foi que perdemos o amor?”. Ou então nunca se casou, mas teve tantos relacionamentos em série que mal consegue lembrar o que houve na maioria deles. E quando acaba uma relação pensa consigo que “da próxima vez eu vou acertar” e – fatalmente – quando se dá conta, já era: está cometendo os mesmo erros.

Não importa qual o tipo do seu naufrágio, a sensação é a mesma.

Volte e meia nos perguntamos: “é isso que eu deveria estar fazendo com minha vida?”, “o que eu deveria fazer?”. No fim, essas dúvidas nada mais são do que uma tentativa de resposta para aquela velha pergunta da infância: o que você quer ser quando crescer?

Enfim, se você sente esse tédio profundo, essa angústia que te faz perguntar pelo sentido da vida, confesse que você já atirou para todos os lados procurando uma saída: em terapias de todos os tipos, coachings, técnicas de auto-ajuda, meditações de toda sorte, simpatias, remédios, crendices. Ou, então, transformou a busca pelo corpo perfeito e uma saúde invejável no sentido maior da sua existência. Senão isso, o foco é “conhecer o mundo”: passa a vida sempre viajando, nunca parando para se encontrar.

Mas pode ser também que você esteja esgotado até de suas próprias queixas. Cansou de pensar. Muitas vezes cansamos desse tédio, desse “bater cabeça”, dessa procura por um sentido maior na vida. Talvez você esteja a um passo de abandonar tudo, chutar o pau da barraca, sair para comprar cigarro e nunca mais voltar.

Enfim, se é assim com você, então é com você mesmo que estamos falando. É para você que fizemos este site.

Nós, Chico e Jota, fomos náufragos também – e ainda somos em alguma medida.

E saiba uma coisa desde já: a culpa não é totalmente sua. O ponto que nos encontramos na história humana é daqueles de muita confusão e distração, o que faz com que percamos muito tempo até cair a ficha e encarar a vida de frente. Embora pareça que vivemos num shopping center virtual, com diveras opções e tudo à mão, a realidade é que isso está mais parecido com um lixão a céu aberto, onde encontrar algo que preste parece mais difícil do que achar uma agulha num palheiro. E quando nos damos conta disso, é aí que a ficha do naufrágio cai.

Tudo que vai neste site tenta, por um lado, te ajudar a se guiar nesse caos da modernidade. Queremos ser um GPS a demarcar pontos, traçar rotas, ajudar a descobrir destinos. Deixando mais claro o ponto de partida, o caminho, a distância e a chegada. Em nossos textos é isso que tentamos fazer, é esse nosso esforço.

Essa bóia que lançamos não é apenas para ajudar a sobreviver em alto mar, mas para te trazer à terra firme.

Mas não paramos aí. O site já nasce com vários cursos definidos, pontuais, diretos, de curta duração e eficácia comprovada. Não inventamos nada, tudo aqui é o resultado de nossos estudos e esforços para deixarmos de ser náufragos. Conhecimentos que também aprendemos após muitas dificuldades em nossas vidas somadas a muitas horas conversando com alunos ou atendendo pacientes.

Por isso, não optamos por ficar somente em terra firme, mas permanecer na praia a observar e encontrar outros náufragos que precisem de ajuda. Nossa missão é nadar até vocês – olá, como vai? – e levá-los à terra firme.

Mas nenhum salva-vidas é capaz de ajudar quem não quer ajuda. Mesmo que esteja se afogando, é preciso querer ser ajudado.

Se o que aqui dissemos, se tudo que aqui escrevemos, calou fundo em você, então agora é contigo. E veja que sensacional é a internet. Não precisa nem nos chamar, já estamos aqui. Simbora?

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