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Como sustentar um casamento: seja uma âncora

Deixa eu contar um pouco da história do meu casamento. 

Quando conheci minha futura esposa eu já tinha naufragado na vida. Tinha entrado na faculdade de Direito em 1994, aos 17 anos (faria 18 naquele ano), e estava ali levado pela maré sócio-cultural que faz os jovens dessa idade prestarem vestibular etc. Continue lendo

6 dicas para começar um relacionamento

O ser humano é um ser relacional. Dependemos do outro para sermos nós mesmos: é primeiramente nossa família, e depois a sociedade, que nos forma e nos ajuda a ser quem somos. Porém, não raro arranjamos encrenca com diversas pessoas e acabamos pensando “o que eu tenho de errado?”. Na nossa realidade amorosa então, nem se fala! Parece que cada vez mais o sonho de um relacionamento saudável fica mais distante: podemos passar a vida numa sequência de relacionamentos parciais e insatisfatórios, ou então mantermos um relacionamento duradouro que perdeu o sentido há tempos. Continue lendo

Eu não te amo mais: como terminar um relacionamento

O amor pode acabar. Aquele sentimento bom de estar com a pessoa, a vontade de dividir a vida, aquele conforto de saber que você “tem alguém a seu lado”, aquele desejo de se declarar de tempos em tempos, tudo isso pode chegar ao fim. Dos que acreditam que o amor verdadeiro nunca morre aos céticos que defendem que amor é apenas um contrato em busca de benefício mútuo, normalmente quando chegamos neste momento crucial, da certeza de que não amamos mais, há um longo caminho até o término concreto da relação. Continue lendo

Professor de academia

Relacionamentos são sempre complexos. Simples é conversar de passagem com o porteiro, dar bom dia pro caixa da padaria, cumprimentar a vizinha. Isso não é novidade.

Por isso mesmo, terminar qualquer relação é sempre difícil. Não fomos criados para os términos. Aprendemos desde cedo a conquistar nossos objetivos. Histórias de grandes homens povoam nossa mente e sempre nos servem de motivação para seguir conquistando. Em filmes e livros, sempre esperamos pelo Happy End ao final – e se não fosse por Game of Thrones, ficaríamos ainda muito surpresos quando algum personagem morre. Continue lendo

Melhor assim (conto)

Ricardo namorava há dois anos mas não estava feliz. Há poucos meses se deu conta de que não nutria mais o mesmo sentimento por sua namorada. Seu modo de falar e sua forma de lidar com os conflitos do casal aumentaram a certeza do rapaz, que agora só pensava no que poderia fazer quando estivesse solteiro. Pensando nisso, ou melhor, remoendo, chegou a conclusão de que iria conversar com a moça o mais breve possível. Lá se foram mais três meses. Mas um dia bebeu demais e num rompante disse tudo. Não poupou palavras. Em meia hora tinha sido expulso da casa de Suzana apenas com a roupa do corpo. Respirou fundo, equilibrou-se segurando na grade do portão, olhou para a janela dela no terceiro andar e gritou: Continue lendo

Assombrações de um zumbi

Todo mundo já levou um pé na bunda. Temos até uma vasta variedade de modelos: aquele na infância, quando o menino escreve num papel “quer namorar comigo?” e a menina dá risada com as amigas; também temos aquele da adolescência em que você olha ao longe a mocinha e, depois de gaguejar um pouco, consegue chegar perto e dizer “oi, tudo bem?”, tendo como resposta uma expressão facial de medo. Há quem foi dispensado antes de declarar seu amor: no dia em que foi dizer “eu te amo”, ela se antecipou e confessou que gostava de outro. Não podemos esquecer do clássico pé na bunda, já na vida adulta, que começa com uma negação e depois vem seguida da fuga bem na hora do pedido de casamento. E já que estamos falando de maturidade, porque não citar o tão bem difundido modelo “precisamos conversar, já tô com outra, acho melhor nos separarmos, passar bem”. Continue lendo