Tag: família

Aprendendo a morrer com Johnny Cash

Escrevi o texto que segue em 2013. Revisitei em 2016, reescrevendo durante o carnaval e republicando na véspera da Quaresma daquele ano em meu perfil pessoal no Medium. Mais tarde transferi o texto para cá, com algumas pequenas modificações. Depois, revisto e aumentado, inaugurou nossa “revista” virtual lá no Medium na sexta-feira da Paixão de 2018. Mudamos de planos e abandonamos a ideia da revista, preferindo reavivar nosso blog por aqui. Não haveria melhor desculpa para revisar de novo este texto e republicá-lo durante a semana pascal de 2019.

Sempre me espanto com o quanto esse texto é lido. Toda semana o Medium me envia as estatísticas de leitura e este sempre está sendo lido, não importa a época ou a versão do texto, e muitas vezes foi mais lido do que outros recém-publicados. Devo ter acertado em alguma coisa para ser assim.

Gosto de relê-lo na Páscoa, por motivo óbvio, e quase sempre acho que poderia dizer mais e melhor. Quer dizer, mostrar mais e melhor. Mas só reescrevo quando algo me diz para fazê-lo. É o que está acontecendo agora.

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A crise dos 30 anos e a receita de Keith Richards: Amor, Família e Rock’n Roll

“A vida é engraçada, sabe? Sempre achei fosse viver até os 30 anos. Mais do que isso seria horrível viver. Até que fiz 31 e pensei: até que não é tão ruim.” 

Quem disse isso foi Keith Richards, do alto dos seus mais de 70 anos. Seria a cura para a crise dos 30 anos simplesmente deixar passar, fazer 31 e pronto? Bastaria suportar a sensação de que tudo parece meio que definido e o futuro será mais do mesmo que daí essa sensação passaria como veio e a vida voltaria a se abrir em possibilidades? Continue lendo

Dois remédios para dar sentido à vida

Li uma reportagem bem interessante de Emma Young, da revista Mosaic Science e publicada em português pelo El Pais, sobre o uso de drogas por adolescentes. Harvey Milkman, professor de psicologia da Universidade de Reykjavik, na Islândia, fazia residência num hospital de Nova Iorque na década de 70 quando começou a se interessar pela razão que leva as pessoas a consumirem drogas. Acredita ter encontrado a resposta. Continue lendo

Carta Aos Meus Filhos

Curitiba, 13 de agosto de 2017.

Piás,

Não faço idéia de quando e se lerão esta carta aberta. Seja como for, sempre serão meus piás, ainda que fiquem mais velhos do que eu.

Hoje é o dia dos pais de 2017. Talvez eu não demonstre, mas é um dia complicado para mim desde que o vô Bortolo se foi. Uma das coisas que me doem é que sei que o passar dos anos vai apagando a infância da memória e seu avô será lembrado pelas fotos, não por ele. A vida é assim, infelizmente. Continue lendo

6 dicas para começar um relacionamento

O ser humano é um ser relacional. Dependemos do outro para sermos nós mesmos: é primeiramente nossa família, e depois a sociedade, que nos forma e nos ajuda a ser quem somos. Porém, não raro arranjamos encrenca com diversas pessoas e acabamos pensando “o que eu tenho de errado?”. Na nossa realidade amorosa então, nem se fala! Parece que cada vez mais o sonho de um relacionamento saudável fica mais distante: podemos passar a vida numa sequência de relacionamentos parciais e insatisfatórios, ou então mantermos um relacionamento duradouro que perdeu o sentido há tempos. Continue lendo

Qual o remédio para a solidão?

Desde que iniciamos esse projeto para náufragos fiquei com a tarefa de escrever algo sobre solidão. A idéia era fazer algo no estilo “10 coisas que você precisa…” etc. Sinto muito, não consegui.

Por mais que sejamos bem sucedidos em evitar a solidão, nos distrair dela, no fim das contas ela sempre vence. Refiro-me à solidão inescapável, aquela que a morte de um ente querido nos deixa por herança. Continue lendo

Vamos falar sobre The Walking Dead?

Não, não falarei sobre o segundo turno das eleições, tampouco sobre as escolas ocupadas. É sobre zumbis também, mas os da ficção, bem melhores. O seriado retornou semana passada, com o início da sétima temporada. O quê? Não sabe do que estou falando? Tsc, tsc. Não sabe o que está perdendo. Falo sério. Continue lendo

Mais barbeiros, menos barbearias

Das coisas que mais me faziam falta, cortar cabelo em barbeiro das antigas. Nos últimos meses até encontrei um ali no Mercado Municipal aqui de Curitiba, mas o ambiente muito família, filha e irmã do tiozinho atendendo junto, aí… Entende? Nada daquele ambiente seguro para demonstrações de macheza inexistentes fora dali – salvo nos puteiros, tão teatrais quanto.

Quando era menino meu pai levava os filhos em barbeiro digno do nome e deixava solto, com a natureza seguindo seu curso entre as páginas 18 e 42. Continue lendo