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Por que meus relacionamentos não duram muito tempo?

Um rapaz conhece uma moça.

Primeiro encontro, tudo corre bem, ele tenta algo mas ela nega. Ao final da noite ele manda mensagem dizendo que foi muito bom, ela agradece a companhia.

Segundo encontro é em um local mais intimista, acabam por trocar beijos tímidos em público e mais quentes dentro do carro na porta da casa dela.

Terceiro encontro, após algumas indiretas por mensagens se encontram em algum local público qualquer e ficam pouco. Na hora de ir embora alguém sugere “ir para outro lugar” e obviamente acabam dormindo juntos.

De madrugada ela vai para casa com sorriso no rosto, chega e manda mensagem para as amigas contando todos os detalhes. Ele, por sua vez, conta vantagem pro melhor amigo de forma lacônica: então, rolou!

Eis o roteiro do início da grande maioria dos relacionamentos de hoje em dia.

Depois de se conhecerem, ficarem, transarem, começam a criar mais intimidade, conhecem os amigos de um e do outro, depois as famílias e por aí vai. Quando se dão conta que estão namorando? Depois da segunda transa? Ou talvez quando se apresentam aos amigos? Pra muitos, só quando atualizam o status para “relacionamento sério” no facebook.

Assim a vida segue e não demora para que aquela moça que até anteontem era uma desconhecida agora dormir na casa dele, e aquele cara do aplicativo se tornar tão ou mais amigo dos amigos dela.

Então, dia mais, dia menos, você se vê de repente no meio de uma briga: você é um grosso; é você que não me entende; por que você fez aquilo?; quem é aquele cara, porra?; tá louco?; você nunca sabe o que tá falando, cala a boca!; não fala assim comigo, caralho!; nunca devia ter saído com você, sai da minha casa!; eu é que não quero ficar, escroto; idiota.

Blan! A porta se fecha.

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Sozinhos, cada qual remói a discussão rebatendo novamente todas as falas do outro, de novo e de novo e de novo… Aí vem a sensação de ter sido enganado, que foi envolvido em algum tipo de golpe. Até ontem era tudo tão legal e hoje você descobriu que não passaria de ilusão: “Mentiu pra mim e eu, trouxa, acreditei.”; “Ele era tão gentil, nunca suspeitei que era controlador.”; “Ela sempre foi calma e agora me vem com essas chatices sem sentido.” 

No fim, esgotados, dão-se por vencidos. É nesse momento que o disco vira e esse monólogo insano se volta contra você:

por que eu sempre faço tudo errado?

Aí quem é de fumar, fuma um atrás do outro sem conseguir parar a máquina de pensar; quem é de chorar, chora até secar. Ambos passaram da paixão para se tornar os maiores analistas afetivos do mundo, naufragando na própria racionalidade que só dá voltas sem sair do lugar e transformou nosso sentimento em tristeza, derrota, fracasso.

Essas histórias, e suas variações, não são novidades. Você já deve ter vivido algo assim. Grande parte do problema está no roteiro emocional pré-estabelecido que nem percebemos seguir automaticamente.

Esse script diz que devemos sempre seguir nosso “coração” e deixar fluir. Carpe Diem, aproveite o momento. Seja livre, seja você. Só se vive uma vez, se permita ser feliz. _________________ (insira aqui um clichê). Porém, bastou um pequeno desentendimento – muitas vezes nada grave – e toda essa conversa de deixar fluir, de instinto, emoção, sentimento, desaparece e lá vamos nós chafurdar na razão para tentar entender o que estaria dando errado e como consertar. É nessa hora que recorremos a testes de compatibilidade, teorias, estatísticas, astrologia, estudos psicológicos duvidosos da internet. Qual a consequência disso?

Vivemos em uma bipolaridade afetiva.

Acreditamos que em questões amorosas quem manda é a emoção. Então, sem pestanejar, não pensamos ou avaliamos muito a relação em que entramos. Nos doamos por inteiro à paixão que sentimos, não ao outro que dizemos amar. Daí, quando passamos por uma situação conflituosa e precisamos analisar os fatos, nem sabemos por onde começar e vem o sentimento inverso da paizão: a raiva que quando passa vira tristeza. 

Não estou dizendo que está errado dar atenção aos seus sentimentos, pelo contrário. Viva cada um deles, aproveite. Mas não dê um passo maior que a perna. Pense no futuro, nos seus sonhos, nas suas necessidades e tente descobrir se o que você está vivendo segue nessa direção. 

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A velha rixa entre razão e emoção não existe. Todos os nossos sentimentos precisam passar pelo crivo da razão e toda conclusão precisa passar pela prova dos sentimentos.

Você não precisa escolher um lado, precisa ser inteiro. Se sua vontade é seguir de mãos dadas com quem você decidiu amar, é preciso que a emoção e a razão também se tornem um par. 

Sentir e pensar, pensar e sentir: essa é a solução. 

 

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