Tag: sentido da vida

Masterchef e o amor que transforma a vida

Cozinhar é definitivamente uma arte. Para nossa sorte, recentemente vemos uma avalanche de novos artistas. Juro, se pudesse gastaria bem mais com minha alimentação. Como não posso, me resta imitar um cachorro na vitrine de uma churrascaria. Porém, nessa busca por saciar minha curiosidade gourmet, minha noiva me apresentou o Masterchef. Foi amor ao primeiro prato!

O vazio existencial e as canções para náufragos

Que a música tem uma importância tremenda na vida não é novidade para ninguém, mas quando somos náufragos existenciais, aí a música é ainda mais importante: é vital. A ponto de sermos obrigados a concordar com esse aviso iluminado na parede da imagem em destaque aí em cima. 

Sim, você é o que você escuta.

Mas por que a música tem tamanho valor para nós, náufragos?

Você precisa de férias na volta das férias?

Cristiano cresceu escutando os pais falarem, na volta das férias, que agora sim é que precisavam de descanso. Sempre aproveitavam as férias para viajar, fazer programas de todo tipo, não paravam nunca, mesmo quando passavam um mês inteiro na praia, indo da casa para a areia e desta para casa. Adoravam o tempo de férias, parecia que a vida só valia a pena nesse tempo, quando estavam em férias, eram sempre mais felizes.

Mas o retorno era sempre difícil, ele via a tristeza na expressão dos pais, a vida murchando. Continue lendo

A crise dos 30 anos e a receita de Keith Richards: Amor, Família e Rock’n Roll

“A vida é engraçada, sabe? Sempre achei fosse viver até os 30 anos. Mais do que isso seria horrível viver. Até que fiz 31 e pensei: até que não é tão ruim.” 

Quem disse isso foi Keith Richards, do alto dos seus mais de 70 anos. Seria a cura para a crise dos 30 anos simplesmente deixar passar, fazer 31 e pronto? Bastaria suportar a sensação de que tudo parece meio que definido e o futuro será mais do mesmo que daí essa sensação passaria como veio e a vida voltaria a se abrir em possibilidades? Continue lendo

Um disco para náufragos

Se tem uma coisa que a imensa maioria de nós, náufragos existenciais, temos em comum é o apego à música como uma tabuinha de consolação – quando não de salvação mesmo.

Quando vejo a quase devoção com que alguém fala ou aprecia alguma música ou banda ou artista, já reconheço um “irmão de braçadas”, mantendo-se à tona com a ajuda da música, muita música.

E não falo aqui de histeria adolescente com bandinhas. Falo de algo bem mais sério e profundo, da música sendo capaz de expressar a tristeza ou o desespero do “estar náufrago”, ao mesmo tempo conseguindo alimentar a fé e a esperança de que há uma razão, um sentido maior para esse sofrimento. Continue lendo

Dois remédios para dar sentido à vida

Li uma reportagem bem interessante de Emma Young, da revista Mosaic Science e publicada em português pelo El Pais, sobre o uso de drogas por adolescentes. Harvey Milkman, professor de psicologia da Universidade de Reykjavik, na Islândia, fazia residência num hospital de Nova Iorque na década de 70 quando começou a se interessar pela razão que leva as pessoas a consumirem drogas. Acredita ter encontrado a resposta. Continue lendo

Receita para encontrar trabalho

No caminho para o estúdio onde gravamos alguns vídeos aqui para o site, lá em São Paulo, chamou minha atenção uma mulher que montou uma padaria na calçada. Parecia jovem, estava sentada e à sua frente uma mesa montada com toalha simples, tendo vários tipos de pães e outras comidas que não consegui identificar, mais três garrafas térmicas (provavelmente café, leite e água quente).

Naquele momento não havia consumidores, ela estava compenetrada com seu celular. Na hora lembrei de uma reportagem recente do UOL sobre desemprego, contando a história de vários desempregados lidando com a situação de forma muito parecida. Dois deles me chamaram mais a atenção. Continue lendo

Por que me sinto paralisado na vida?

Todo mundo que dirige carro sabe como é quando se está aprendendo. Lembro que meu pai se irritava comigo porque para cada coisa que ele dizia para fazer eu precisava pensar enquanto fazia. Ele ficava puto porque para ele aquilo era intuitivo fazia uns 20 anos, não era preciso pensar, nem sabia mais pensar nisso, não saberia explicar por que seria assim ou assado. Como não pensamos nas pernas quando caminhamos. Continue lendo

Quem não sofre com Síndrome da Abertura do Fantástico?

Fim do expediente de sexta. Você publica uma foto de copo de cerveja com a legenda “iniciando os trabalhos”. Curte outras sete em que se repete a palavra “sextou” e cai de cabeça no final de semana. Durante esse pequeno momento de libertação, você pensa “graça à Deus acabou tudo, vamo aproveita!”

Sexta passa rápido, sábado também. Quando você se dá conta é fim de tarde de domingo. Está sentado no sofá, finalmente descansando. Largado consigo mesmo, não presta atenção em nada. Mas domingos são assim mesmo, né? Você cochila (coisa boa!) e acorda já de noite. Então olha para tv e ouve a aquela música: Continue lendo

You know nothing: o que você não sabe sobre a última temporada de Game of Thrones

A sétima temporada de Game of Thrones acabou nesse domingo. Desde o penúltimo episódio, a série virou assunto controverso. Dizem que perderam a mão. Conhecida por sua trama bastante complexa e episódios surpreendentes, bastou um capítulo “previsível” para vermos uma fúria pior que do Dracarys. 

O que você não sabe é que nesse embate de críticas ferrenhas e defesas acirradas, uma das melhores cenas da série passou em branco: um diálogo entre Beric e Jon Snow. Não se lembra? Deixa que eu te ajudo.    Continue lendo