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Maturidade #1 – caminho sem volta

Maria tem 27 anos.

Há dez mora na cidade. Começou dividindo o apartamento com duas primas, mas logo a convivência ficou estremecida pois enquanto se dedicava a estudar para passar em Direito na Federal, as primas só queriam saber de maconha, cerveja e festa o dia inteiro. Para sua sorte, não sofreu muito com o vestibular, passou bem na segunda tentativa e logo que conseguiu um estágio foi morar sozinha.  Continue lendo

Superando as marcas do passado: como reconstruir um coração em ruínas

O futuro de todo relacionamento tem apenas duas alternativas: seguir em frente e tornar-se cada vez mais sólido ou, infelizmente, acabar e cada um seguir seu rumo. A primeira opção é o objetivo que todos procuramos – quem não quer ser feliz, não é mesmo? Mas é sobre o segundo caminho que precisamos conversar. 

Términos não são fáceis. Você pode ter passado por vários e sempre que se encontra nessa situação passa pelo mesmo drama. Toda vez que descubro que um relacionamento terminou, sempre sinto certo pesar. Porque tenho certeza que não foi algo suave e agradável. Continue lendo

Professor de academia

Relacionamentos são sempre complexos. Simples é conversar de passagem com o porteiro, dar bom dia pro caixa da padaria, cumprimentar a vizinha. Isso não é novidade.

Por isso mesmo, terminar qualquer relação é sempre difícil. Não fomos criados para os términos. Aprendemos desde cedo a conquistar nossos objetivos. Histórias de grandes homens povoam nossa mente e sempre nos servem de motivação para seguir conquistando. Em filmes e livros, sempre esperamos pelo Happy End ao final – e se não fosse por Game of Thrones, ficaríamos ainda muito surpresos quando algum personagem morre. Continue lendo

Melhor assim (conto)

Ricardo namorava há dois anos mas não estava feliz. Há poucos meses se deu conta de que não nutria mais o mesmo sentimento por sua namorada. Seu modo de falar e sua forma de lidar com os conflitos do casal aumentaram a certeza do rapaz, que agora só pensava no que poderia fazer quando estivesse solteiro. Pensando nisso, ou melhor, remoendo, chegou a conclusão de que iria conversar com a moça o mais breve possível. Lá se foram mais três meses. Mas um dia bebeu demais e num rompante disse tudo. Não poupou palavras. Em meia hora tinha sido expulso da casa de Suzana apenas com a roupa do corpo. Respirou fundo, equilibrou-se segurando na grade do portão, olhou para a janela dela no terceiro andar e gritou: Continue lendo

Sinceridade conveniente

Quero curar meu coração partido sendo biscate e contigo já não dá mais”. Foi isso que ele ouviu quando perguntou o que estava acontecendo e pediu sinceridade. A sinceridade veio, mas, o que fazer com ela?

Ele  não soube o que fazer.

Levantou, andou  pela casa, com a mão suando, fumou dois cigarros em sequência e começou a eterna luta moderna no Whatsapp:

Online. Digitando… Online. Digitando… Online.

Para sua sorte – e da moça – parou na fase online e conseguiu segurar, por um fiapo de consciência, o trem prestes a descarrilhar. Afinal, ela foi sincera, como nunca tinha visto ser. Qual o mal nisso? Continue lendo

Assombrações de um zumbi

Todo mundo já levou um pé na bunda. Temos até uma vasta variedade de modelos: aquele na infância, quando o menino escreve num papel “quer namorar comigo?” e a menina dá risada com as amigas; também temos aquele da adolescência em que você olha ao longe a mocinha e, depois de gaguejar um pouco, consegue chegar perto e dizer “oi, tudo bem?”, tendo como resposta uma expressão facial de medo. Há quem foi dispensado antes de declarar seu amor: no dia em que foi dizer “eu te amo”, ela se antecipou e confessou que gostava de outro. Não podemos esquecer do clássico pé na bunda, já na vida adulta, que começa com uma negação e depois vem seguida da fuga bem na hora do pedido de casamento. E já que estamos falando de maturidade, porque não citar o tão bem difundido modelo “precisamos conversar, já tô com outra, acho melhor nos separarmos, passar bem”. Continue lendo